Cidades

Lucro Fácil

Gaeco cumpre mandados em empresas de mineração de Bitcoins da Capital

Ação também ocorreu em São Paulo

RENAN NUCCI

17/04/2018 - 09h30
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta terça-feira, em Campo Grande e São Paulo, a Operação Lucro Fácil, com objetivo de desarticular esquema fraudulento de pirâmide financeira por meio da mineração de criptomoedas conhecidas como Bitcoins. 

Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara de Direitos Difusos e Coletivos de Campo Grande, em ação civil pública proposta pela 43ª Promotoria de Justiça do Consumidor. Tais ordens judiciais foram cumpridas, dentre outros locais, nas sedes das empresas Mineworld, Bit Ofertas e Bitpago, na capital sul-mato-grossense e São Paulo, além das residências dos respectivos sócios.

OURO DE OFIR

Não é a primeira vez que transações financeiras fraudulentas são alvos de investigação em Mato Grosso do Sul. Em novembro do ano passado, durante a Operação Ouro de Ofir, a Polícia Federal investiu contra grupo que usava suposta repatriação de recursos de uma mina desativada no século passado para formar esquema de pirâmide. Foram presos Celso Éder Gonzaga de Araújo, Sidnei dos Anjos Peró e Anderson Flores de Araújo.

Celso era gerente da empresa Company Consultoria Empresarial Eireli, localizada no Jardim São Francisco e usada para legitimar os golpes, juntamente com Anderson, Celso e XXX, que está foragido. Eles coordenavam as operações SAP, abreviação para o nome de Peró, e Aumetal. A ação consistia em “típica fraude para burlar tanto o fisco federal como as supostas vítimas que acreditam estarem investindo num negócio lícito e devidamente declarado, com respaldo das autoridades federais de fiscalização”, conforme relatório policial. 

Os investidores aplicavam cotas a partir de R$ 1 mil e chegavam a assinar contratos falsificados, acreditando que futuramente receberiam milhões dos recursos da mina. O valor pago por eles na SAP e Aumetal, afirmavam os golpistas, seria apenas para cobrir despesas com o processo. Porém, quanto mais fosse investido, maior seria o benefício.

Durante a operação, a PF descobriu que aproximadamente 25 mil pessoas foram lesadas em todos os estados da federação. Algumas chegaram a aplicar de R$ 500 mil a R$ 1 milhão. Porém, novas operações similares a SAP e a Aumetal foram descobertas recentemente, o que leva a polícia a crer em prejuízo bilionário. Sugiram a Operação Zim, com moedas do Zimbábue, Mariah, Londres, Suíça, G4 e até mesmo Armagedom. A Polícia Civil também investiga o caso.
 

*Matéria editada às 16:15 horas do dia 24 de setembro 2018 para exclusão do nome de um dos suspeitos por determinação da Justiça de Goiás.

Por decisão do juiz Adenito Francisco Mariano Junior, do Juizado Especial Cível, da Comarca de Itajá (GO), de 17 de maio de 2018, o Correio do Estado retirou o nome de dois acusados de envolvimento em esquema de pirâmide financeira e enriquecimento ilícito, com vítimas em Mato Grosso do Sul e alvo de operação Ouro de Ofir, da Polícia Federal.  

 

INVESTIGAÇÃO

PF e Receita barram esquema bilionário de contrabando digital

Integrante de Mato Grosso do Sul cuidava do transporte das mercadorias ilegais vindas da região de fronteira com o Paraguai

09/04/2026 08h00

Divulgação/Receita Federal

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A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal ontem deflagraram operação com o objetivo de desmantelar quadrilha que tinha movimentação bilionária com contrabando, descaminho e lavagem de dinheiro. O grupo, com ramificações em Mato Grosso do Sul, comprava produtos no Paraguai e vendia em plataformas on-line.

De acordo com a Receita Federal, estima-se que o grupo tenha movimentado aproximadamente R$ 1 bilhão entre 2020 e 2024. Ontem, somente durante o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão, foram apreendidos mais R$ 1.600.000,00 em mercadorias, conforme informação repassada ao Correio do Estado.

Em Mato Grosso do Sul, foi preso um homem que, segundo informou a Receita Federal ao Correio do Estado, seria responsável pelo transporte das mercadorias contrabandeadas do Paraguai. A investigação acredita que parte dessas mercadorias contrabandeadas pelo grupo ingressava no Brasil pela fronteira do Estado com o país vizinho.

As investigações indicam que a organização criminosa tinha uma estrutura interestadual e transnacional formada por várias empresas, que pode chegar a 300 pessoas jurídicas, a maioria de fachada, e mais de 40 pessoas físicas.

“Seus integrantes eram divididos em grupos, de acordo com as funções desempenhadas no esquema delituoso. O ‘grupo de trabalho’ era composto por motoristas, batedores e olheiros; o ‘grupo de compras’ era responsável por pedidos, cotações e pagamentos no Paraguai; e o ‘grupo de vendas’ cuidava do controle das vendas, realizadas principalmente em plataformas de marketplace, além da apuração e distribuição de lucros entre os integrantes”, afirmou a Receita Federal, em nota.

As mercadorias eram predominantemente produtos eletrônicos, como aparelhos celulares das marcas Xiaomi, Apple e Samsung, discos rígidos, robôs aspiradores, equipamentos Starlink e ares-condicionados portáteis, além de perfumes e tintas para impressoras.

Esses produtos eram vendidos por meio de plataformas de vendas on-line, como Mercado Livre, Shopee e Magazine Luiza. Apenas na primeira empresa, a investigação descobriu que a organização criminosa movimentou mais de R$ 300 milhões em vendas.

“No curso da investigação também foram identificadas as empresas responsáveis por atuar como ‘noteiras’ – empresas criadas exclusivamente para gerar e comercializar notas fiscais frias, destinadas a dar aparência de legalidade à venda de produtos contrabandeados e descaminhados. Além disso, foram identificadas mais de 10 interpostas pessoas, utilizadas como ‘laranjas’ para a abertura de contas bancárias, a constituição de empresas e a movimentação de recursos”, trouxe nota da Receita Federal.

Ainda conforme a Receita Federal, alguns dos integrantes da organização atuavam nas redes sociais como especialistas em gestão de vendas, e-commerce e importação, “comercializando cursos e mentorias, dando aparência de legalidade às operações ilícitas”.

PF e Receita Federal apreenderam mercadorias que totalizaram R$ 1,6 milhão durante operação - Foto: Divulgação/Receita Federal

PLATINUM

A operação cumpriu 32 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva nos estados do Paraná, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pernambuco, todos expedidos pela 1ª Vara Federal de Guaíra. Além disso, outras duas pessoas foram presas em flagrante.

Os mandados foram cumpridos em 24 endereços: 3 em Goiânia (GO); 6 em Jaraguá (GO); 1 em Contagem (MG); 1 em Dourados; 2 em Recife (PE); 1 em Céu Azul (PR); 1 em Foz do Iguaçu (PR); 4 em Santa Terezinha de Itaipu (PR); 1 em Campinas (SP); 2 em Presidente Prudente (SP); e 2 em São Paulo (SP).

“Além das medidas judiciais, são cumpridas fiscalizações administrativas com apreensões de mercadorias de origem ilícita em empresas nos estados de Goiás, em atuação integrada da Receita Federal do Brasil e da Polícia Federal. [Também foi feito o] sequestro de bens e veículos avaliados em mais de R$ 2 milhões, segundo a Polícia Federal”, completou a Receita Federal, em nota.

A investigação começou em agosto de 2022, a partir de uma apreensão de mercadorias transportadas por três veículos de passeio em comboio.

*Saiba

A Operação Platinum teve a participação de 52 auditores fiscais e analistas tributários da Receita Federal do Brasil, além de 102 policiais federais.

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REFEIÇÕES

Operação da PF mira fraudes em licitações e apropriação indevida em contratos da UFMS

Os contratos que estão sob investigação têm como objeto o fornecimento de refeições subsidiadas pelo Governo Federal aos alunos

09/04/2026 08h00

Cerca de R$ 6 milhões em bens móveis e imóveis dos indiciados e suas empresas foram bloqueados

Cerca de R$ 6 milhões em bens móveis e imóveis dos indiciados e suas empresas foram bloqueados Divulgação: Polícia Federal

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Na manhã desta quinta-feira (9), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Lucro Espúrio, que combate crimes de fraude em licitações e apropriação indevida de recursos públicos em contratos administrativos da Universidade Federal do Estado do Mato Grosso do Sul (UFMS). A ação foi realizada no campus do município de Três Lagoas.

Os contratos que estão sob investigação têm como objeto o fornecimento de refeições subsidiadas pelo Governo Federal aos alunos que demonstram necessidade, como forma de estimular o estudo universitário.

Nesta operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, além do sequestro, arresto e bloqueio de cerca de R$ 6 milhões em bens móveis e imóveis dos indiciados e suas empresas.

Também foram aplicadas medidas cautelares pessoais alternativas à prisão, deferidas pelo Juízo Federal da 3ª Vara de Campo Grande.

Além destas medidas, também foi imposta aos indiciados a proibição de contratar com o Poder Público e a suspensão dos contratos administrativos vigentes. 

Nos materiais apreendidos na primeira fase, encontrou-se arquivos de carteirinhas de cerca de 150 alunos, que eram utilizadas diariamente para simular uma falsa aquisição de refeição subsidiada pelo governo.

Primeira fase

A primeira etapa da Operação Lucro Espúrio foi deflagrada em fevereiro de 2025, a qual investigava os crimes de peculato e fraude em contratos administrativos da UFMS em Três Lagoas.

Na ocasião, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, um no campus da universidade e outro na residência de um investigado.

A investigação começou após a UFMS comunicar indícios de fraude e desvio de recursos em contrato para fornecimento de refeições subsidiadas a estudantes em vulnerabilidade social.

Imagens do inquérito mostram que, mesmo após o fechamento do restaurante universitário, refeições eram registradas como entregues, indicando superfaturamento. Além disso, havia também indícios de simulação diária da compra de mais de 100 refeições com carteirinhas estudantis.

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