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CORONAVÍRUS

Após pronunciamento do presidente, prefeito afirma que decretos serão mantidos

Desde a semana passada o comércio foi fechado, escolas paralisadas e os ônibus pararam de circular
25/03/2020 07:53 - Daiany Albuquerque


 

O prefeito de Campo Grande Marcos Trad (PSD) usou as redes sociais, ainda na noite de terça-feira (24) para afirmar que todos os decretos publicados devido a pandemia de Covid-19, o novo coronavírus, seriam mantidos, mesmo após pronunciamento, em rede nacional de rádio e televisão, do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

“A ciência já comprovou que a COVID-19 é grave e mata. Entre possíveis perdas econômicas e a vida de muita gente, Campo Grande abraça as pessoas e a vida. Vamos superar isso juntos, recuperar os prejuízos para vencer novamente com muito trabalho e fé! Vou manter todos os decretos e continuar cuidando das famílias campo-grandenses”, declarou o prefeito em seu Facebook.

A publicação foi feita após o presidente da República dizer que algumas medidas tomadas por prefeitos e governadores do Brasil foram exageradas. “Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que um grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Então, por que fechar escolas?”, declarou Bolsonaro.

Em Campo Grande, desde a semana passada, Prefeitura e Governo do Estado tem tomado medidas para conter o avanço da doença. Mato Grosso do Sul já tem 24 casos confirmados da doença, sendo 22 em Campo Grande, um em Sidrolândia e um em Ponta Porã.

Desde quarta-feira passada as aulas na Rede Municipal de Educação (Reme) estão suspensas e no Estado a medida começou a valer nesta segunda-feira. A Capital também decretou o fechamento de todos os comércios não essenciais, interrompeu o transporte público e implantou toque de recolher das 22h até as 5h. Medidas tomadas para manter as pessoas em casa, em isolamento social.

Já o Estado decretou calamidade pública, devido à doença, para que seja possível compra equipamentos, medicamentos e contratar pessoal sem respeitar o teto de gastos. 

 

Felpuda


Dois pedidos de desculpas, de autorias diferentes, foram assuntos muito comentados nas redes sociais com críticas ácidas às suas declarações, até porque os envolvidos não só os usaram despropositadamente, como tiveram de voltar a eles para se redimirem. Um deles, inclusive, quase criou uma crise política da-que-las, o que obrigou seu pai, figurinha carimbada, a pular miúdo para colocar panos quentes sobre a questão. Essa gente!...