REVIVA CAMPO GRANDE

Após meses parado, relógio da Rua 14 de Julho vai informar horário

Construção original tinha sido demolida na década de 1970
09/11/2019 15:53 - ADRIEL MATTOS


 

A prefeitura de Campo Grande começou a instalar na sexta-feira (8) o novo relógio da Rua 14 de Julho. Feito em ACM, um material acrílico de alta durabilidade, e composto de chapas de alumínio, o aparelho informará as horas, a temperatura e fará campanhas educativas. A primeira será a do Novembro Azul.

Projetada com perfis metálicos que reproduzem todos os detalhes do relógio original, a escultura é totalmente vazada. Durante as escavações, foi encontrada a fundação do relógio original que foi utilizada para a sustentação desta nova estrutura, criando um vínculo definitivo com a história da cidade.

A instalação da escultura metálica lembrando o antigo relógio, exatamente no ponto em que ele foi construído inicialmente, representa o resgate de parte importante da história da Capital. O projeto do novo relógio da 14 é dos arquitetos César da Silva Fernandes e Inácio Salvador, responsáveis pela remodelação da Rua 14 de Julho.

PARADO

Em janeiro deste ano, o Correio do Estado noticiou que o projeto original do relógio não previa que o monumento mostrasse as horas. Proprietário da empreiteira Engepar, responsável pelas obras do Reviva, Carlos Clementino disse à época que a estrutura será apenas como forma de homenagear o antigo relógio instalado no local na década de 30. “É um local marco na cidade, será uma forma de relembrar a nossa cidade; vamos resgatar um pouco daquela nossa memória”, justificou.

A estrutura prestará um tributo ao seu antecessor histórico demolido em 1970 e não funcionará como um relógio real. “É um canteiro que mostra que ali tinha um relógio, mas não vai funcionar como um, não vai marcar as horas”, ressaltou, acrescentando que o atual relógio instalado na Calógeras "provavelmente" continuaria no local.

HISTÓRICO

O relógio original da Rua 14 de Julho foi instalado em 1933, no cruzamento com a Avenida Afonso Pena, e se transformou em um símbolo do progresso e do processo de urbanização que Campo Grande vivenciava. O antigo relógio foi testemunho por quase três décadas de muitos carnavais, comícios políticos, footings, shows e namoros. A vida cultural da Cidade Morena circulava em torno dele.

No dia 7 de agosto de 1970, o relógio foi demolido. A reconstrução do monumento foi realizada por iniciativa do Rotary Club de Campo Grande e, no ano 2000, foi inaugurada uma réplica no cruzamento das avenidas Afonso Pena e Calógeras.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".