Cidades

OPERAÇÃO OIKETICUS

Acusados de ligação com cigarreiros, dois PMs são condenados e três absolvidos

Grupo foi investigado por participar da Máfia do Cigarro em MS

RENAN NUCCI

14/12/2018 - 10h14
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Durante julgamento realizado na tarde de ontem, na Vara da Auditoria Militar, no Fórum de Campo Grande, foram absolvidos três policiais militares acusados de envolvimento com a Máfia do Cigarro desarticulada durante a Operação Oiketicus. Outros dois acabaram condenados. Novo julgamento deve ocorrer na próxima segunda-feira.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), os praças Clayton de Azevedo, Claudomiro Goes de Souza e Nilson Procedonio Espíndola foram inocentados pelo juiz Alexandre Antunes da Silva dos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. 

Por sua vez, Aparecido Cristiano Fialho foi condenado a 15 anos e quatro meses de reclusão por corrupção passiva com continuidade delitiva, pois agiu ilegalmente de 2015 a 2018, organização criminosa e lavagem ou ocultação de bens direitos e valores. Por outro lado, foi absolvido do crime de violação de sigilo funcional. Ele cumpre pena em regime fechado, sem direito de apelar em liberdade.

Marcelo de Souza Lopes também foi condenado por corrupção passiva nos mesmos termos de Cristiano, assim como por organização criminosa. A pena dele é de 11 anos e quatro meses de prisão. No dia 17, o segundo sargento da PM Ricardo Campos Figueiredo será julgado por organização criminosa, juntamente com Cristiano. No dia 18, Ricardo será novamente julgado, desta vez por obstrução da justiça, pois destruiu celulares durante a operação.

MAIS JULGADOS

Oficiais da Polícia Militar acusados de chefiarem a Máfia do Cigarro, que operava a partir da fronteira com o Paraguai, foram condenados durante julgamento realizado na segunda-feira. 

O tenente-coronel Admilson Cristaldo Barbosa, um dos principais articuladores, foi condenado a 7 anos, um mês e dez dias de reclusão, inciando em regime fechado, não podendo recorrer em liberdade. Ele foi condenado por corrupção passiva com continuidade delitiva, pois agiu entre 2016 e 2018. Por outro lado, foi absolvido dos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O tenente-coronel Luciano Espíndola da Silva também pegou sete anos, um mês e dez dias de prisão por corrupção passiva com continuidade delitiva, pois assim como Cristaldo, agiu entre 2016 e 2018. Luciano foi absolvido de organização criminosa. Por sua vez, o major Oscar Leite Ribeiro foi condenado à pena de dois anos de detenção, inicialmente em regime aberto, podendo apelar em liberdade, pelo delito de prevaricação. 

SEMANA PASSADA

Sete policiais militares presos durante a Oiketikus foram condenados na quinta-feira passada. As sentenças foram dadas pelo juiz Alexandre Antunes da Silva.

Lisberto Sebastião de Lima, Elvio Barbosa Romeiro, Vandison de Pinho, Ivan Edemilson Cabanhe e Erik dos Santos Osuna foram condenados pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa. Tiveram pena de 11 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado.

Enquanto isso, Angelúcio Recalde Paniagua e Jhondnei Aguilera acabaram condenados pelos mesmos crimes, com o agravante, e penas mais pesadas, de que foram apontados como os líderes do esquema, mas pegaram a mesma pena, de 11 anos e quatro meses de reclusão cada, na mesma condição. Apenas um dos PMs levados ao tribunal, Nazário da Silva, foi absolvido das acusações, sob a alegação da falta de provas contundentes.

HISTÓRICO 

Em maio deste ano, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual e a Corregedoria da Polícia Militar cumpriram 20 mandados de prisão preventiva, um mandado de prisão temporária e 45 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Juízo da Auditoria Militar. Na época, participaram da operação batizada por Oiketicus, cerca 125 policiais militares e 9 Promotores de Justiça.

Os mandados tiveram como alvo as residências e locais de trabalhos de todos os investigados, distribuídos nos municípios de Campo Grande, Dourados, Jardim, Bela Vista, Bonito, Naviraí, Maracaju, Três Lagoas, Brasilândia, Mundo Novo, Nova Andradina, Boqueirão, Japorã, Guia Lopes, Ponta Porã e Corumbá. A operação batizada por Oiketicus faz alusão às lagartas desta espécie que constroem uma estrutura com seda e fragmentos vegetais, com o formato semelhante a um “cigarro” alongado, e serve para a sua proteção. O “cigarro” vai sendo ampliado com o crescimento do inseto.
 

MATO GROSSO DO SUL

Pioneiro no Centro-Oeste, Hospital Regional têm tecnologia para 'diagnóstico relâmpago'

HR no Mato Grosso do Sul conta com técnica avançada para agilizar em menos de 24 horas a identificação de fungos e bactérias que costumava levar até cinco dias

28/04/2026 11h01

No tratamento de infecções graves, identificação de bactérias e fungos poderia levar até cinco dias, intervalo para esse diagnóstico microbiano que é reduzido agora para menos de 24 horas. 

No tratamento de infecções graves, identificação de bactérias e fungos poderia levar até cinco dias, intervalo para esse diagnóstico microbiano que é reduzido agora para menos de 24 horas.  Reprodução/Divulgação/HRMS

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Pioneiro na região, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) agora é o primeiro e único do Centro-Oeste a possuir em seu laboratório de análises clínicas um tecnologia que promete revolucionar o tempo de espera e fornecer um "diagnóstico relâmpago". 

Batizada de MALDI-TOF, do termo em inglês Matriz-Assisted Laser Desorption/Ionization Time-of-Flight - ou "Espectrometria de massa por tempo de voo com ionização/dessorção a laser assistida por matriz" em tradução livre -, a técnica consiste na identificação de microrganismos de forma muito mais agilizada.

Isso porque, no tratamento de infecções graves, essa identificação de bactérias e fungos poderia levar até cinco dias, intervalo de tempo para esse diagnóstico microbiano que é reduzido agora para uma prazo de menos de 24 horas. 

Atendendo aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), o HRMS passa a ser o único hospital público do Centro-Oeste equipado com essa tecnologia que promete revolucionar o tratamento de infecções graves.

Entenda

Com alta velocidade e precisão, no cotidiano prático dos corredores do Hospital Regional isso pode representar um início de tratamento adequado mais rápido, o que por sua vez pode resultar até mesmo em uma alta antes do previsto. 

Como bem esclarece a gerente e responsável técnica do laboratório, a bióloga Eliane Borges de Almeida, a dita inovação está justamente na velocidade dessa nova técnica a ser adotada. 

"Enquanto os métodos tradicionais de identificação de bactérias e fungos levam de 48 a 72 horas, o MALDI-TOF entrega o resultado em poucos minutos. Para um paciente em estado grave, como em casos de sepse, cada minuto conta para aumentar as chances de sobrevivência", cita. 

Justamente esse ponto de identificar mais rápido o agente causador de infecção, a prescrição e administração do antibiótico exato pode começar logo no início do tratamento, o que por sua vez evita o uso de uma série medicamentos de amplo espectro que acabam sendo desnecessários. 

Por sua vez, essa melhor aplicação ajuda a combater a resistência bacteriana, com os reflexos indo para além de cada um dos pacientes, como bem frisa a diretora técnica do HRMS, Patricia Rubini.

Para ela, todo o sistema tende a ser impactado com o paciente recebendo o tratamento com o antibiótico específico desde o primeiro dia, resultando obviamente em uma recuperação mais rápida e segura. 

"Isso significa alta mais precoce, mais leitos disponíveis para quem precisa e um uso muito mais responsável dos recursos do SUS. O MALDI-TOF é, ao mesmo tempo, uma conquista clínica e uma ferramenta de gestão eficiente para o hospital”, destaca a médica", complementa ela. 

Em outras palavras, com um menor tempo de internação em cada caso, mais pacientes devem ser atendidos e a fila do próprio Sistema Único de Saúde (SUS) tende a ser otimizada em Mato Grosso do Sul a partir da implementação desta tecnologia que já está em uso. 
**(Com assessoria)

 

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força-tarefa

Órgãos ambientais e pesquisadores iniciam operação de captura de onça

Onça-pintada foi vista circulando pela área urbana de Corumbá e matou dois animais domésticos

28/04/2026 10h45

Onça foi vista na área urbana de Corumbá

Onça foi vista na área urbana de Corumbá Foto: Reprodução

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Uma força-tarefa integrada por biólogos, veterinários, forças policiais e organizações ambientais colocou em ação um plano para captura da onça-pintada que foi vista circulando pela região do Mirante da Capivara, no bairro Dom Bosco, em Corumbá, na madrugada do último dia 23.

O felino predou dois animais domésticos – uma cadela, de nome Ana, e uma galinha –, invadiu o quintal de uma residência e levou pânico aos moradores.

A presença de onça na área urbana da Capital do Pantanal tem se tornado uma rotina nos últimos anos – seja pela seca severa ou cheia no bioma e a facilidade de predar animais domésticos.

Corumbá é o maior município pantaneiro (cerca de 90% do seu território, de 64 mil km²), tendo o Rio Paraguai como divisor entre a concentração urbana e o ambiente selvagem. O animal atravessa o rio e encontra um ambiente propicio com alimentos.

A região urbana de maior atração ao felino situa-se entre o rio e os bairros da Cervejaria, Generoso e Dom Bosco, onde há mata fechada e circulação de animais domésticos soltos, muitos dos quais foram mortos nesse mesmo período do ano passado, além da concentração de lixo e pouca iluminação. Muitos moradores ocupam áreas invadidas nas encostas e agora contam com iluminação pública e foram orientados a descartar o lixo corretamente.

Captura: processo lento

Com o registro da presença da onça-pintada no dia 23, a Polícia Militar Ambiental (Pma) e o Prevfogo (unidade do Ibama que mantem uma base na cidade) passaram a monitorar a região, durante 24 horas, e a confirmação da circulação do animal ocorre apenas por relatos dos moradores.

O grupo técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário informou que as ocorrências de onça no perímetro urbano vêm sendo acompanhadas desde o ano passado.

O grupo é formado por instituições como o Ibama, CENAP/ICMBio, PMA, Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, Defesa Civil de Corumbá, Instituto Homem Pantaneiro (IHP), Jaguarte e pesquisadores.

Um dos integrantes como autônomo e especialista em felinos, o veterinário Diego Viana explica que a captura do animal depende de condições específicas, como o eventual confinamento em estruturas ou sua entrada em armadilhas adequadas.

“Portanto, trata-se de um processo que exige tempo, monitoramento contínuo e condições favoráveis para garantir a segurança de todos os envolvidos e o bem-estar do animal”, disse. 

“Nesse contexto, a colaboração da população é fundamental”, completa, apelando para os moradores mantenham seus animais domésticos protegidos, especialmente no período noturno, e comuniquem imediatamente as autoridades em caso de avistamentos.

A força-tarefa para captura do felino ganhou esta semana o reforço de seis médicos veterinários e três biólogos e está sendo feita uma varredura diária pela região de maior incidência da presença de onça.

Mas o sucesso da operação, segundo Diego Viana, “não depende exclusivamente da captura do animal, mas também do engajamento da população na adoção de medidas preventivas que reduzam a atratividade do ambiente”.

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