JUSTIÇA

Acusado de matar ex-mulher a facadas é condenado a 18 anos

Vítima foi morta com 13 golpes de faca na frente dos filhos em 2014, em Campo Grande
09/09/2015 15:40 - Glaucea Vaccari


 

Marcelo Roberto Dias Velasques, acusado de matar a ex-mulher a facadas, foi condenado a 18 anos de prisão em regime fechado. O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (9), na 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

O crime aconteceu no dia 2 de junho de 2014, na casa da vítima, no Bairro Danúbio Azul. De acordo com a denúncia, o acusado não aceitava o fim do relacionamento e desferiu 13 golpes de faca na ex-esposa, Cristiane Ferreira da Silva, sendo cinco no peito, dois no ombro, um próximo a virilha, um no braço esquerdo, dois nas costas, um no ombro e um na axila.

Conforme o Ministério Público, o réu usou de dissimulação, porque se aproximou dela e pediu para entrar na casa, dando-lhe um beijo no rosto, e conversar a fim de deixá-la tranquila e despreparada para a futura agressão letal, que ocorreu após entrarem na casa e ele ter trancado a porta, quando a surpreendeu ao sacar a faca e atacá-la desprevenida, matando-a na frente do filho e com outros dois filhos na casa.

Ele foi julgado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, uso de meio cruel e mediante dissimulação e crime de violência doméstica contra a mulher.

Na sentença, o juiz Aluizio Pereira dos Santos considerou que a culpabilidade do acusado é reprovável, porque ele premeditou o crime, já que chegou na casa da vítima com a faca embaixo da camisa, desferindo os golpes na vítima.

O juiz considerou também que a conduta social do acusado lhe desfavorece, já que não trabalhava e a esposa sustentava a casa e três filhos. A pena base foi ficada em 17 anos e agravada em um ano porque o crime foi praticado contra a esposa, caracterizando violência contra a mulher (Lei Maria da Penha). Dessa forma, a pena foi fixada em 18 anos, sendo o crime hediondo.

 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".