Cidades

CORONAVÍRUS NO MUNDO

A cada 100 infectados, 93 se curaram ou têm quadros leves de Covid-19

Radar monitora avanço da doença a nível mundial

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Radar mundial da Covid-19 mostra que a cada cem pessoas contaminadas pelo novo coronavírus no planeta, 93 se curaram ou estão manifestando a doença de forma leve. Até este domingo (24), já foram reportados 5.433.725 de casos em 215 países.

Os dados estão disponíveis no site Worldometers, embasado nos dados oficiais divulgados pelas nações.

Já foram declarados encerrados 2.617.298 casos, dos quais a maioria (87%) sobreviveu. Morreram 344.484 pessoas, o que resulta em 13%.

Ainda estão em tratamento ou aguardam em casa o fim da quarentena 2.816.427 pacientes, dos quais 2% têm os quadros clínicos considerados críticos ou sérios (53.222). Enquanto isso, 2.763.205 indivíduos se recuperam sem que o estado de saúde avance para alguma gravidade.

No ranking global da incidência da doença, a República de San Marino ocupa o topo da lista com 19.603 casos a cada milhão de habitantes, seguido pelo Qatar com 15.201 nessa mesma proporção populacional.

O Brasil está na 51ª posição com 1.644 infectados por milhão. Nos dados do Worldometers, o país está com 349.113 casos.

A incidência é usada como parâmetro de comparação porque é óbvio que países com mais pessoas tenham mais casos do que as nações menores. Assim, divide-se o número de infectados pela quantidade de habitantes e multiplica-se pelo fator de comparação.

Saúde

Como funciona o novo medicamento para pacientes com linfoma não Hodgkin agressivo

Aprovado pela Anvisa, o Columvi utiliza o próprio sistema imunológico para combater o câncer e demonstrou reduzir em 41% o risco de morte em pacientes com linfoma não Hodgkin agressivo.

20/07/2026 23h00

Pesquisadoras analisam amostras em laboratório durante estudos sobre o linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que ganhou uma nova opção de tratamento aprovada pela Anvisa.

Pesquisadoras analisam amostras em laboratório durante estudos sobre o linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que ganhou uma nova opção de tratamento aprovada pela Anvisa. Foto: Envato.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira, 20, o registro do Columvi (glofitamabe), medicamento indicado para adultos com linfoma difuso de grandes células B (LDGCB), o subtipo mais comum de linfoma não Hodgkin agressivo.

O tratamento, administrado em combinação com os quimioterápicos gencitabina e oxaliplatina, é destinado a pacientes cuja doença voltou ou não respondeu às terapias iniciais e que não são elegíveis ao transplante autólogo de células-tronco.

Segundo a agência, o glofitamabe ajuda o sistema imunológico a identificar e combater as células do câncer. Para isso, aproxima as células de defesa do organismo das células tumorais, estimulando sua destruição.

"Na prática, o medicamento funciona como uma estrutura de conexão entre as células de defesa e as células doentes. Uma extremidade se liga à célula tumoral e a outra se fixa à célula T (a célula de defesa do próprio corpo). Ao unir as duas, o medicamento faz com que o sistema imunológico reconheça o câncer, que antes conseguia driblar os mecanismos de defesa, e então o combata de forma direta e precisa", afirma o hematologista Renato Tavares, membro da diretoria da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), em nota divulgada pela Roche, fabricante do Columvi.

O linfoma difuso de grandes células B é um tipo agressivo de câncer que evolui rapidamente e representa cerca de um terço dos casos de linfoma não Hodgkin.

Embora muitos pacientes respondam ao tratamento inicial, até 40% podem apresentar recidiva ou deixar de responder à terapia, cenário em que as opções de tratamento costumam ser limitadas.

Estudo mostrou ganho de sobrevida

A aprovação teve como base os resultados do estudo STARGLO, que comparou o novo esquema terapêutico ao tratamento convencional.

Na pesquisa, pacientes que receberam glofitamabe em combinação com quimioterapia tiveram redução de 41% no risco de morte em relação ao tratamento padrão, e 50,3% alcançaram remissão completa, ante 22% no grupo controle.

O estudo também mostrou redução de 63% no risco de progressão da doença, com benefício mantido após três anos de acompanhamento.

Administrado por infusão intravenosa em ambiente ambulatorial, o tratamento tem duração fixa de pouco mais de 8 meses, sem necessidade de internação. Após os 12 ciclos previstos no protocolo, a terapia é encerrada, permitindo um período sem medicação.

Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin

Os linfomas são divididos em dois grandes grupos: Hodgkin e não Hodgkin. Apesar dos nomes semelhantes, eles apresentam características distintas, tanto em relação ao comportamento da doença quanto ao perfil dos pacientes.

Em entrevista anterior, o hematologista Philip Bachour, do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explicou que uma das principais diferenças está na faixa etária mais frequentemente afetada.

De acordo com o especialista, o linfoma de Hodgkin costuma ocorrer em adultos jovens, principalmente entre 20 e 40 anos. Já o linfoma não Hodgkin é mais comum em pessoas acima dos 60 anos.

Oriente Médio

EUA e Irã voltam a trocar ataques no Estreito de Ormuz e países do Golfo Pérsico

Ataques se espalham pelo Golfo Pérsico, com explosões registradas em Bahrein, Omã, Iraque e Jordânia, enquanto novas ações militares elevam a tensão entre Washington e Teerã.

20/07/2026 22h00

Nova troca de ataques entre EUA e Irã voltou a colocar o Estreito de Ormuz, corredor vital para o transporte de petróleo, no centro da crise.

Nova troca de ataques entre EUA e Irã voltou a colocar o Estreito de Ormuz, corredor vital para o transporte de petróleo, no centro da crise. Foto: AFP

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Os Estados Unidos e o Irã estão dando continuidade nesta segunda-feira, 20, à troca de ataques que marcou a última semana Há relatos de bombardeios iranianos no Bahrein, Iraque, Jordânia, Omã, além de novas ações militares americanas no condado de Sirik.

Agências de notícias iranianas relataram ter ouvido várias explosões no Bahrein. A notícia ocorreu após o anúncio de que sirenes de alerta soaram no quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos Estados Unidos no país do Golfo.

A agência britânica de segurança marítima (UMKTO, em inglês) também informou que uma embarcação foi alvejada por um projétil em Omã, o que levou a tripulação a abandonar o navio. Segundo o órgão, todos foram resgatados por um rebocador, porém a embarcação ficou à deriva.

No Iraque, forças de segurança ouvidas pela Mehr afirmaram que um drone carregado de explosivos foi abatido perto da base aérea de Al-Harir, no leste de Erbil.

A TV estatal da Jordânia também relatou que suas forças de segurança interceptaram mísseis iranianos. Apesar disso, o Wall Street Journal reportou que três mísseis atravessaram as defesas jordanianas, e alertam para a presença de 50 mil tropas americanas na região.

Enquanto isso, a Mehr informou que moradores do condado de Sirik, no Irã, relataram ter ouvido várias explosões na região. A Fars também relatou explosões em Rudbar-e-Jonubi, na região iraniana de Kerman.

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