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Thiago Martins se explica após ser criticado por dizer ser contra cotas

Thiago Martins se explica após ser criticado por dizer ser contra cotas
17/01/2020 22:00 - ESTADÃO CONTEÚDO


Thiago Martins usou o Twitter nesta sexta-feira, 17, para esclarecer sua posição sobre as cotas raciais em universidades brasileiras. A atitude foi uma resposta para as críticas que vinha recebendo após uma entrevista sua para o canal Na Real com Bruno De Simone, no YouTube. O entrevistador questiona o ator sobre "mimimi" das redes sociais, Thiago fala sobre diversos temas, inclusive sobre ter sido acusado de ter assediado uma segurança, e sobre a reserva de vagas para negros: "a cota me machuca. Dói. A cor da pele não muda a nossa inteligência, o nosso caráter, nós somos iguais. Isso me entristece. Para quê existe a cota dos negros? Uma universidade uma escola tem que ser para todo mundo. [...] Sou contra, dói em mim as cotas."

Na rede social, Thiago falou sobre sua origem da favela do Vidigal, no Rio de Janeiro, para justificar sua opinião sobre as cotas e o racismo. "Sou contra o sistema e não contra as cotas! Sou cria da Favela do Vidigal, tenho consciência da minha cor e vi de perto a discriminação. Aliás, vejo até hoje! Tenho amigos do "Nós do Morro" que não tiveram a mesma oportunidade que eu e isso só reforça que o preconceito não acabou. Ainda temos um longo caminho a percorrer. Infelizmente vivemos em um país racista e preconceituoso. Hoje tenho consciência do lugar de privilégio que alcancei.

Acredito que o Brasil só vai pagar sua dívida histórica quando tiver políticas públicas que garantam a todos igualdade de condições e oportunidades de desenvolvimento. Cotas não são esmolas, é o mínimo que o estado pode fazer para uma reparação histórica e cultural. Enquanto os negros não forem maioria nas unidades e nos lugares de poder, nada vai mudar. O que quis dizer é que sou contra o sistema, e não contra as cotas! Antes do ataque, estou aberto ao diálogo. Acredito que assim chegaremos a lugares melhores."

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".