terça, 17 de julho de 2018

BRASIL

Temer: Brasil demonstra que a democracia é melhor arma para combater a corrupção

15 ABR 2018Por FOLHAPRESS02h:00

O presidente Michel Temer, investigado pela Justiça por acusações de corrupção, afirmou que a experiência brasileira demonstra que a democracia é a melhor arma para combater a corrupção.

“O combate à corrupção é imperativo da democracia. Democracia é a melhor arma que temos para fazer frente a esse mal, é o que demonstra a experiência brasileira”, discursou Temer na Cúpula das Américas, cujo tema é “Governança Democrática contra a Corrupção”.

“Não se pode tolerar a corrupção, ela corrói tecidos sociais, compromete a gestão pública e privada, tira recursos valiosos da educação, da saúde, da segurança.” O presidente afirmou que o “compromisso inequívoco” do governo brasileiro com a democracia tem impulsionado ao combate à corrupção também no plano externo, em cooperação com outros países.

Depois, indagado se apoiava a restrição do foro privilegiado, que deve ser avaliada pelo Supremo no início de maio, Temer afirmou: “Sou a favor que o Legislativo decida”, repetindo críticas que vêm fazendo ao que considera serem intervenções do Judiciário em outros poderes.

O Peru, que sedia a Cúpula das Américas cujo tema é corrupção, tem quatro ex-presidentes envolvidos em acusação de corrupção no esquema da Odebrecht. Pedro Pablo Kuczynski, conhecido como PPK, o ex-presidente do Peru teve de renunciar frente a denúncias, o ex-presidente Ollanta Humala está preso, o ex-presidente Alejandro Toledo está foragido nos EUA e Alan Garcia enfrenta acusações.

Temer aproveitou o discurso para ressaltar aquelas que considera conquistas de seu governo. Ele afirmou que a abertura ao mundo, a responsabilidade fiscal e social levaram o Brasil a superar a maior crise de sua história. “Com abertura e responsabilidade, traduzidas em ambiciosa agenda de reformas modernizadoras, voltamos a crescer de forma sustentada e a gerar empregos e renda”, discursou Temer. “Estamos devolvendo aos brasileiros, sobretudo aos mais pobres, as oportunidades que lhes haviam sido retiradas.”

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