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ROMPIMENTO DE BARRAGEM

Senado cria CPI para investigar tragédia em Brumadinho

Senado cria CPI para investigar tragédia em Brumadinho
12/02/2019 20:00 - FOLHAPRESS


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), criou nesta terça-feira (12) uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) para investigar as causas do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) em 25 de janeiro, deixando, até o momento, 165 mortos e 160 desaparecidos.

Na segunda-feira (11), Davi havia dito que não haveria uma CPI porque estava em negociação com a Câmara a criação de uma CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito), mesclando deputados e senadores.

No início da noite desta terça, porém, ele anunciou a CPI com 11 titulares e 7 suplentes. A comissão terá 180 dias para trabalhar com recursos limitados a R$ 110 mil.

O requerimento para criação da CPI foi apresentado pelos senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Carlos Viana (PSD-MG).

"Além, de identificar os responsáveis, quais foram as falhas dos órgãos competentes, os autores dos laudos técnicos, tem-se como objetivo, tomarmos as providências cabíveis para evitar novos acidentes", diz o requerimento.

A CPI tem poderes de realizar diligências, convocar autoridades e tomar depoimentos.

"Havia uma proposta inicial de uma CPMI, em conjunto com a Câmara dos Deputados, a qual respeitamos, mas entendemos que uma CPI do Senado e uma CPI também na Câmara Federal darão uma resposta mais ágil para a população brasileira, inclusive na mudança da legislação", explicou Viana.

Em outra frente, o Senado desarquivou um projeto de 2016, que altera a Política Nacional de Segurança de Barragens para aumentar a fiscalização sobre essas edificações.

Felpuda


Político experiente tem repetido que não é o momento de falar em eleições. O momento é de tensão, de incertezas políticas e econômicas – como se o País fosse uma ilha de preocupações cercada pelo coronavírus por todos os lados. Em Mato Grosso do Sul, onde já se registrou morte pela doença e o número de casos só tende a subir, não poderia ser diferente. “É suicídio político para quem ousar falar em eleição neste momento”, conclui. Só!