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Dívidas empresariais

Quantidade de empresas com contas em atraso cresce 3,35%

É a menor variação para os meses de maio desde 2011

29 JUN 17 - 11h:46Agência Brasil

O número de empresas com contas em atraso e registradas nos cadastros de devedores cresceu 3,35% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). É a menor variação para os meses de maio desde 2011, início da série histórica. Na comparação com abril, houve uma queda de 0,16%.

“Esse abrandamento do aumento do número de empresas negativadas, observado nos últimos meses, ocorre depois de um período de forte crescimento da inadimplência. Mesmo com o país ainda em crise, isso tem acontecido por causa da maior restrição ao crédito e menor propensão a investir, que trazem redução do endividamento”, disse o presidente da CNDL, Honório Pinheiro.

Segundo Pinheiro, a expectativa é a de que nos próximos meses a atividade econômica se mantenha fraca e os empresários permaneçam cautelosos, devido ao cenário de grande incerteza política. “Isso deve manter o crescimento da inadimplência das empresas em patamares discretos frente à série histórica como um todo”, afirmou.

De acordo com as análises do SPC Brasil e da CNDL o número de dívidas em atraso aumentou 1,04% na comparação anual, sendo o menor resultado da série histórica. Na comparação mensal, na passagem de abril para maio, a variação negativa foi de -0,22%.

Quando analisadas as regiões, o Nordeste foi a região que mais teve empresas em inadimplência, com aumento de 4,53% na comparação com maio do ano passado. Em seguida, aparecem as regiões Norte com avanço de 3,67%; Sudeste (3,40%), Centro-oeste (3,01%) e Sul (0,90%).

Entre os segmentos devedores, os que tiveram maiores altas foram serviços (6,31%) e agricultura (5,23%), seguidos pela indústria (2,72%) e empresas que atuam no setor de comércio (1,90%).

Segundo o levantamento, o maior crescimento das dívidas de pessoas jurídicas ficaram por conta das empresas do comércio (6,17%), seguidas das indústrias (5,50%). O segmento de serviços (que engloba bancos e financeiras) teve queda de -0,44%. O segmento de agricultura registrou recuo de -16,16%.

O levantamento leva em conta as informações disponíveis na base de dados do SPC Brasil e da CNDL sobre a capitais e interior das 27 unidades da federação.

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