Campo Grande - MS, quarta, 15 de agosto de 2018

APÓS NAUFRÁGIO

Promotoria da Bahia pede suspensão da travessia de lanchas

30 AGO 2017Por João Pedro Pitombo, Folhapress14h:02

O Ministério Público do Estado da Bahia pediu à Justiça, em caráter de urgência, a suspensão temporária da travessia de lanchas entre Salvador e Vera Cruz, na ilha de Itaparica.

Na última quinta-feira (24) a lancha Cavalo Marinho 1 tombou durante uma travessia, a 200 metros do cais, deixando 19 pessoas mortas. As travessias foram retomadas pelas empresas nesta terça-feira (29).

O pedido de suspensão foi realizado no âmbito de uma ação civil pública ajuizada pela Promotoria em 2014 denunciando a precariedade do sistema. A medida atinge as empresas CL Transportes e Vera Cruz Transportes, concessionárias que fazem a travessia.

No pedido, a liberação das lanchas é condicionada à apresentação de uma série de laudos e documentos como estudos técnicos sobre a segurança das embarcações, habilitação técnica e profissional de toda a tripulação e perícia em todas as embarcações das duas empresas feita por profissional indicado pela Justiça.

Há pelo menos dez anos, a Promotoria vinha denunciando as condições da travessia, avaliadas como precárias. Quatro ações civis públicas relacionadas ao sistema de lanchas já haviam sido ajuizadas antes do naufrágio.

Depois do acidente, o MP-BA instaurou um novo inquérito civil para apurar as causas do acidente que pode resultar em uma nova ação civil pública.

BUSCAS

O Corpo de Bombeiros mantêm as buscas a uma adolescente de 12 anos que está desaparecida desde o dia do naufrágio.

A polícia já tinha conhecimento do desaparecimento, mas os familiares registraram boletim de ocorrência somente nesta terça-feira (29).

Uma tia da garota afirmou à polícia que a levou até o cais de Vera Cruz, onde ela embarcou na lancha Cavalo Marinho 1. Ela faria a travessia sozinha e seria recebida pela mãe, que a aguardava em Salvador.

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