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Presidenciáveis esquecem de ferrovias em plano de governo

Presidenciáveis esquecem de ferrovias em plano de governo

FOLHAPRESS

29/09/2018 - 12h45
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Nem parece que o país enfrentou no período pré-eleitoral crise de abastecimento com o movimento dos caminhoneiros e discutiu a redução da dependência do transporte rodoviário para o escoamento de carga. O sistema ferroviário, apontado como alternativa ao tráfego de caminhões, foi praticamente esquecido por candidatos à Presidência da República em suas propostas de governo apresentadas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Dos 13 candidatos que querem substituir Michel Temer no Palácio do Planalto a partir de 1º de janeiro, quatro -Alvaro Dias (Podemos), Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Vera Lúcia (PSTU)- não tratam do tema. Os três primeiros falam apenas em melhorar logística, transportes ou infraestrutura.

Mas, mesmo entre os outros nove candidatos, associações do setor apontam a deficiência das propostas, apresentadas em alguns casos de forma genérica e vistas como superficiais ou irreais. São os casos das propostas de recriação da extinta Rede Ferroviária Federal, de João Goulart Filho (PPL), e a de levar o país a 150 mil quilômetros de trilhos, integrante do "Plano de Nação para a Colônia Brasileira" de Cabo Daciolo (Patriota).

A rede ferroviária foi liquidada em 2005 e deixou dívida ao Tesouro Nacional de R$ 13,6 bilhões, além de passivo judicial superior a R$ 6 bilhões -a maioria de ações trabalhistas. Atualmente, a malha do país tem 28,2 mil km, segundo estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria), e chegar a 150 mil km é considerada uma proposta impossível.

A extensão atual é praticamente a mesma que o Brasil tinha na década de 1920 e qualquer projeto ferroviário leva tempo médio de dez anos entre a concepção e a conclusão. Entre os candidatos que têm aparecido à frente nas pesquisas Datafolha, Jair Bolsonaro (PSL) diz que é preciso integrar modais de transporte.

Fernando Haddad (PT), cujo plano foi entregue quando o candidato da sigla ainda era o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirma que o crescimento econômico exigirá investimentos em transporte de cargas e passageiros. Ciro Gomes (PDT) também cita o transporte de passageiros -além do de cargas-, quase incipiente no país.

Já Alckmin afirma que vai priorizar investimentos em infraestrutura em parceria com a iniciativa privada para aumentar a competitividade. Marina Silva (Rede) aborda o tema ao propor a renegociação de contratos da malha ferroviária, o que permitiria o aumento de investimentos.

Entre os problemas enfrentados pelo setor ferroviário estão concessões desatualizadas, falta de compartilhamento de trilhos, entraves de interconexão das ferrovias e o não uso de um terço da malha.
A alegada falta de políticas públicas também permite que cargas sejam transportadas em longas distâncias em caminhões, o que encarece o preço final dos produtos e gera perda de competitividade da economia nacional.

Segundo a CNT (Confederação Nacional do Transporte), as ferrovias transportam só 20,7% das cargas no país, ante os 61,1% do volume transportado por meio de rodovias. "Quando comparamos o que foi proposto e o que nós apresentamos como sendo prioritário existe uma distância, uma diferença brutal", disse Bruno Batista, diretor-executivo da CNT.

A confederação encaminhou aos candidatos propostas para o transporte. Elas contemplam os principais problemas de cada modal, investimentos, projetos prioritários, gargalos e soluções.
Para Batista, a ausência de projetos prioritários dos candidatos causa insegurança ao setor, o que, aliado à situação política e econômica, paralisa investimentos.

"Os candidatos, e talvez por uma própria tradição nefasta dos governos federais nos últimos anos, nunca viram o transporte como prioridade. De certa forma, não causa espanto isso não estar sendo abordado com a atenção que deveria." Ainda segundo ele, é preciso que o país priorize obras para aliviar o transporte rodoviário, o que será possível fazer de forma mais rápida com a estrutura ferroviária.

Para o diretor-executivo da ANTF (associação dos transportadores ferroviários), Fernando Paes, é sintomático que as ferrovias não tenham sido contempladas nos programas dos presidenciáveis.
Ele, porém, disse ter notado discurso diferente ao conversar com as equipes dos candidatos. "Elas estão interessadas em entender quais são as políticas públicas ou o programa de governo em andamento para o setor", diz.

A prioridade do setor é a prorrogação antecipada das cinco concessões ferroviárias de cargas que, com três projetos que devem sair do papel, poderão fazer até 2025 as linhas férreas responderem por 31% do transporte de cargas. Sem as concessões, o índice pouco cresceria, diz Paes.

Outro problema apontado pelo setor é que, de todos os presidenciáveis, só Haddad, Ciro, Boulos e Daciolo citaram investimentos no transporte ferroviário de passageiros.

Esse é o principal pedido feito pela Abifer (associação da indústria ferroviária) em documento enviado aos candidatos a presidente. Entre 2010 e 2017, o setor entregou em média 334 carros de passageiros por ano, total que será de 298 neste ano. Para 2019, não há pedidos. Isso fez os 10.000 empregos de 2017 serem reduzidos pela metade e a previsão é que o total seja inferior a 2.500 no próximo ano.

"Como temos as renovações antecipadas de concessões encaminhadas para ocorrer até o início do ano que vem, elegemos o transporte de passageiros no programa pela falta de visão futura imediata", afirmou Vicente Abate, presidente da associação. Segundo ele, de forma geral, os programas dos candidatos propõem menos do que o setor de fato precisa.

DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

Gigante da panificação deve gerar 200 empregos em Campo Grande

Conselho aprovou concessão de até 10 mil metros quadrados pelo Prodes; empresa prevê investimento de R$ 5,2 milhões para implantar unidade na Capital

03/06/2026 11h45

Empresa do setor de panificação pretende instalar unidade em Campo Grande com investimento milionário e geração de 200 vagas de trabalho

Empresa do setor de panificação pretende instalar unidade em Campo Grande com investimento milionário e geração de 200 vagas de trabalho Divulgação

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Uma empresa do setor de panificação recebeu aval do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) para obter incentivos do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes). A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Município desta terça-feira (2).

Por unanimidade, os conselheiros aprovaram parecer favorável à concessão de uma área pública de até 10 mil metros quadrados para a Marquespan Indústria de Alimentos Ltda., que pretende implantar suas atividades na Capital.

Fundada em 1999, na cidade de Tatuí (SP), a Marquespan começou como uma pequena fábrica familiar e se tornou uma das maiores empresas do setor de panificação do país. Segundo informações da companhia, atualmente o grupo possui nove fábricas, mais de 5 mil colaboradores e capacidade para produzir cerca de 20 milhões de pães por dia. A empresa também conta com frota própria de mais de 600 caminhões e atende mais de 20 mil clientes em todo o Brasil.

De acordo com o processo analisado pelo Codecon, a empresa prevê investimento fixo de R$ 5,2 milhões para instalação da unidade. Em contrapartida, o empreendimento projeta a criação de 200 empregos diretos.

Fundada em 2009, a companhia possui capital social de R$ 2,01 milhões e atua no segmento de panificação. O pedido foi enquadrado no artigo 4º da Lei Complementar nº 418/2021, que trata da concessão de incentivos a empresas interessadas em se instalar ou ampliar operações no município.

O voto do relator, conselheiro Munzer Dib Safatli, foi favorável à doação imediata de área de até 10 mil metros quadrados, conforme previsto na legislação municipal. A proposta foi aprovada sem divergências pelos integrantes do conselho.

Conforme os dados apresentados no processo, a expectativa de faturamento da empresa é de R$ 174 milhões por mês, o que corresponde a aproximadamente R$ 2,09 bilhões por ano.

A publicação oficial não informa a localização do terreno que poderá ser destinado ao empreendimento. A efetivação do benefício dependerá do cumprimento das exigências previstas no programa municipal de incentivos.

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viagem

Corpus Christi vai movimentar 22,3 mil passageiros em aeroportos de MS

124 pousos e decolagens estão previstos em CGR, 2 em Corumbá e 2 em Ponta Porã

03/06/2026 11h00

Avião da Gol Linhas Aéreas Brasileiras no pátio de CGR

Avião da Gol Linhas Aéreas Brasileiras no pátio de CGR Gerson Oliveira

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Corpus Christi, feriado nacional, movimenta tanto rodovias, quanto aeroportos. Com isso, o movimento promete ser intenso nos aeroportos de Mato Grosso do Sul, administrados pela Aena.

De acordo com a Aena Brasil, a estimativa é que, entre quarta-feira (3) e domingo (7):

  • 21.796 passageiros embarquem e desembarquem no Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR)
  • 272 passageiros embarquem e desembarquem no Aeroporto de Ponta Porã
  • 272 passageiros embarquem e desembarquem no Aeroporto de Corumbá

Além disso, 124 pousos e decolagens estão previstos em CGR, 2 em Corumbá e 2 em Ponta Porã. 

“Em feriados prolongados, como o de Corpus Christi, registramos aumento na movimentação de passageiros e operações. Toda a nossa infraestrutura e as equipes da Aena estão preparadas para atender os usuários com máxima eficiência, segurança e conforto", destacou o diretor de Relações Institucionais, Comunicação e ESG da Aena Brasil, Filipe Reis.

Quem tem oportunidade e disponibilidade, não perde tempo para curtir o feriadão em outra cidade.

RECOMENDAÇÕES

  • Voos Nacionais: Leve um documento de identificação oficial com foto original e atualizado, como RG (ou a nova Carteira de Identidade Nacional), CNH ou Passaporte. Chegue com 2 horas de antecedência.
  • Voos Internacionais: É obrigatório o passaporte original válido. Verifique se o destino exige visto, seguro viagem e certificados de vacinação (como o de Febre Amarela). Chegue com 4 horas de antecedência.
  • Bagagem de Mão: Geralmente limitada a 10 kg e com dimensões máximas de 55cm x 35cm x 25cm.
  • Item Pessoal: Você pode levar uma mochila ou bolsa pequena (aprox. 45x35x20cm) que deve ser acomodada obrigatoriamente abaixo do assento à sua frente.

 

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