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Campo Grande - MS, terça, 20 de novembro de 2018

Operação “Panoptes"

Policiais miram quadrilha que fraudava concursos públicos no Distrito Federal

Candidatos pagavam de R$ 5 mil a R$ 10 mil antes da prova

21 AGO 2017Por G108h:54

Policiais da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado cumprem na manhã desta segunda-feira (21) quatro mandados de prisão preventiva contra quatro suspeitos de integrar uma organização criminosa que fraudava concursos públicos, na operação “Panoptes”. A suspeita é de que eles recebiam dinheiro para "furar filas" nos exames nos últimos cinco anos. Há também 16 mandados de condução coercitiva (quando o alvo é levado a depor) e 15 de busca e apreensão.

Os mandados são contra Bruno de Castro Garcia Ortiz, Helio Garcia Ortiz, Johann Gutemberg dos Santos e Rafael Rodrigues da Silva Matias. Helio e Bruno Ortiz, pai e filho, inclusive, foram presos em 2005 por fazer parte da "Máfia dos Concurso", esquema criminoso descoberto há 11 anos. Hélio chefiava o esquema. O esquema é parecido com o descoberto na época pela Polícia Civil do DF.

Os mandados de condução coercitiva, expedidos pela Vara Criminal de Águas Claras, são contra pessoas que teriam comprado a vaga em algum concurso. Os demais mandados de busca e apreensão são nos endereços dos suspeitos.

De acordo com o delegado responsável pela operação, Adriano Valente, os candidatos pagavam de R$ 5 mil a R$ 10 mil antes da prova e mais 20 salários depois que eram aprovados nos concursos. A própria quadrilha procurava os candidatos em cursinhos preparatórios e faculdades do DF.

Entenda

As investigações começaram há três meses quando a Polícia Civil recebeu denúncias possíveis fraudes no concurso do Corpo de Bombeiros do DF. Duas pessoas que tentaram fraudar o exame foram identificadas, e a polícia identificou o esquema de fraude. Segundo o delegado Adriano Valente, a suspeita é de que grupo tentou fraudar todos os concursos dos últimos anos.

Foram identificadas quatro modalidades de fraude. Uma delas, o candidato usa um ponto eletrônico (espécie de fone de ouvido) para receber as instruções sobre o gabarito. Em outra, o candidato deixava aparelhos celulares em pontos do local de prova, como o banheiro, para consultar as respostas.

Os agentes identificaram ainda o uso de identidades para que uma pessoa se passasse por outra. A polícia também investiga a participação de integrantes das bancas examinadoras na organização criminosa.

Qualquer pessoa podia contratar os serviços da organização, de acordo com as investigações. Caso a vaga fosse em nível superior e o candidato não tivesse graduação, a quadrilha também providenciava diplomas.

Um dos investigados, Johann Gutemberg, alvo de mandado de prisão, é dono de uma faculdade em Taguatinga, suspeito tanto de fraudar a fila quanto de emitir diplomas falsos. A instituição é um dos endereços onde a polícia cumpre mandado de busca e apreensão.

O porteiro do prédio onde funciona o escritório dos chefes da organização também é um dos suspeitos. Ele aliciava candidatos e recebeu, em troca, aprovação em um concurso da Secretaria de Educação do DF.

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