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Campo Grande - MS, terça, 13 de novembro de 2018

INVESTIGAÇÃO

Polícia abre inquérito para apurar se sepultura de Garrincha foi violada

1 JUN 2017Por G121h:00

Polícia Civil informou nesta quinta-feira (1º) que vai investigar o possível desaparecimento da ossada do ex-jogador de futebol Manuel Francisco dos Santos, o Garrincha ou Mané Garrincha. O delegado Antônio Silvino Teixeira, titular da 66ª Delegacia Policial (Piabetá), instaurou inquérito policial para apurar se ocorreu o crime de violação de sepultura, previsto no artigo 210 do Código Penal.

De acordo com o delegado, a pena prevista para este tipo de crime, é de reclusão de um a três anos, bem como a data em que tal crime teria sido praticado. Ao fim do procedimento investigatório, Antônio Silvino vai divulgar o resultado da investigação.

O corpo do ex-jogador foi enterrado em janeiro de 1983 no cemitério de Raiz da Serra, em Magé, Região Metropolitana do Rio. Os restos mortais foram exumados, e agora ninguém sabe onde estão. A confusão foi descoberta pela filha do jogador, que pretendia fazer uma homenagem ao pai no túmulo, e revelada pelo jornal "Extra".

O túmulo do craque já mostra um erro, pois a data da morte que consta na lápide é 1985. Ao jornal, uma funcionária do cemitério disse que o corpo foi exumado e levado para uma gaveta, mas não há documento que comprove essa informação.

DESCOBERTA

A filha do jogador, Rosângela, conversou com o RJTV e disse que o corpo do pai foi retirado do jazigo da família porque outro familiar precisou ser enterrado lá. Segundo ela, nenhuma das filhas participou da exumação nem tem qualquer documento que comprove que o corpo foi retirado do túmulo.

Ainda de acordo com a reportagem do Extra, o atual prefeito de Magé, Rafael Tubarão, queria homenagear Garrincha, que completaria 84 anos em outubro. Tubarão procurou saber o local exato do sepultamento e recebeu um relatório da Secretaria de Ação Social do município, informando sobre a exumação.

A equipe do RJTV que esteve no cemitério de Raiz da Serra e encontrou um cenário de muita desordem e desrespeito com a memória de quem foi enterrado ali. Há túmulos mal conservados, ossadas à mostra, entulho espalhado e restos mortais exumados de outros jazigos acondicionados em sacos plásticos, sem qualquer informação.

O prefeito afirmou que está reformando todos os cemitérios de Magé e que o de Raiz da Serra é um dos próximos a passar por melhorias.

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