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POLÍTICA

PF realiza buscas em endereços ligados aos executivos da J&F

As buscas incluem a sede da empresa e a casa do ex-procurador da República Marcelo Miller.
11/09/2017 08:06 - Terra


 

A Polícia Federal cumpre na manhã desta segunda-feira mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos executivos da J&F Joesley Batista e Ricardo Saud, incluindo na sede da empresa, e também na casa do ex-procurador da República Marcelo Miller, em operação deflagrada após a prisão dos empresários.

Joesley e Saud se entregaram à Polícia Federal em São Paulo no domingo, após determinação de prisão temporária pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, que também decretou a suspensão dos benefícios da delação premiada firmada por ambos.

As medidas foram tomadas em atendimento a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, alegando que os delatores entregaram provas de maneira "parcial e seletiva". Entretanto, Fachin negou pedido para deter o ex-procurador da República Marcelo Miller.

Agentes da PF cumprem quatro mandados em São Paulo, incluindo nas casas de Joesley e Saud e na sede da J&F, e um no Rio de Janeiro, na residência de Miller, de acordo com uma fonte da PF com conhecimento da operação.

O pedido para prender os dois delatores da J&F e Miller foi feito pelo procurador-geral depois da abertura de procedimento para revisar o acordo de delação premiada de Joesley, Saud e do advogado Francisco de Assis e Silva, também diretor do grupo e envolvido no episódio.

Ao decretar a prisão dos executivos, o ministro do STF Fachin disse que a análise de áudios e documentos apresentados por Janot revela indícios suficientes de que os colaboradores omitiram informações, quando da formalização da colaboração, que o então procurador da República, Marcelo Miller, estava ajudando no "aconselhamento" deles quando das negociações do acordo.

Segundo o ministro, numa análise preliminar, o fato implica "justa causa" para rescindir os acordos com Joesley e Saud. Para ele, são "múltiplos" os indícios confessados pelos dois de que integram uma organização criminosa voltada para a prática sistemática de crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro, motivo que justifica a prisão temporária.

No caso de Marcelo Miller, Fachin disse que, ainda que sejam "consistentes" os indícios de que ele possa ter praticado o crime de exploração de prestígio e até mesmo de obstrução às investigações, não há elementos no momento que indicam a necessidade de "decretação da prisão temporária", como tendo sido requerido por Janot, por supostamente ter sido cooptado pela organização criminosa.

Felpuda


Nos bastidores poderosos, comentários são de que dois pretensos pré-candidatos estão deixando em polvorosa quem tinha quase certeza de que tudo estava em total “céu de brigadeiro”. Assim, enquanto ambos se movimentam aqui e acolá, o lado de lá está pensando no que fazer para evitar futuro confronto. Vale ressaltar que a dupla tem experiência que só no campo de guerra das eleições – e o desempenho não ficou a desejar.