Campo Grande - MS, sábado, 18 de agosto de 2018

CASO PESSEGHINI

Parentes querem reabrir na OEA caso
de garoto que matou a família em 2013

6 AGO 2017Por G106h:00

Após quatro anos buscando provar sem sucesso a inocência de Marcelo Pesseghini, parentes do adolescente vão tentar levar à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) laudo dos EUA que aponta ter ocorrido manipulação em um vídeo que serviu para culpá-lo pela chacina da família em São Paulo. O objetivo é reabrir o caso, que foi arquivado e investigar se há outros suspeitos pelo crime.

As imagens foram usadas pela Polícia Civil para concluir que o adolescente de 13 anos matou o pai e a mãe policiais militares, a avó materna e a irmã dela, tia-avó do garoto, e depois se suicidou em 5 de agosto de 2013, na casa onde moravam na Vila Brasilândia, Zona Norte de São Paulo.

O documento, ao qual o G1 teve acesso, revela que sumiram frames das filmagens que mostram Marcelo saindo do carro da mãe a caminho da escola. Além da ausência de alguns quadros, há ainda a repetição de outros. Em resumo: o relógio da câmera de segurança para durante um tempo e depois volta a funcionar.

O relatório foi feito por um perito particular norte-americano a pedido da advogada dos avós paternos do estudante, chamado de Marcelinho, que não acreditam que o neto matou a família e se suicidou. Vizinhos dos Pesseghini disseram nesta semana ao G1 que ouviram no bairro que policiais militares poderiam ter executado a família.

Para a investigação, como Marcelinho se matou em seguida, o caso foi encerrado e arquivado sem responsabilizar mais ninguém. Laudo psiquiátrico indicou que o garoto sofria de uma doença mental, agravada pela influência de games violentos, como Assassins Creed. Ele tinha "encefalopatia hipóxica" (falta de oxigenação no cérebro), que o fez desenvolver um "delírio encapsulado” (ideias delirantes).

Segundo a polícia, o filho do casal de policiais queria se tornar um assassino de aluguel. Por esse motivo, executou com um tiro na cabeça cada um dos parentes enquanto eles dormiam. Um mês antes dos crimes, o estudante passou a usar a imagem do assassino do jogo em seu perfil no Facebook e também a usar um capuz como o personagem do game.

 

 
  • Advogada Roselle Soglio quer reabrir investigação: ela aponta para vídeo que não teria sido analisado pela polícia (Foto: Kleber Tomaz/G1)

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