Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

APÓS CINCO ANOS

Pai e madrasta são condenados pelo assassinato de Bernardo

15 MAR 19 - 19h:13FOLHAPRESS

Após cinco anos do assassinato do menino Bernardo, morto aos 11 anos, quatro pessoas foram condenadas pelo crime. O julgamento durou cinco dias no Fórum de Três Passos, no interior do Rio Grande do Sul, cidade onde o garoto era conhecido por perambular com roupas velhas, com fome e passando dias fora de casa sem que fosse procurado.

Bernardo foi morto aos 11 anos, em abril de 2014. Ele recebeu uma dose letal de medicamento e foi enterrado em uma cova vertical. Sob o seu corpo foram jogadas soda cáustica e pedras.

Foram condenados o pai do garoto, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, a enfermeira Graciele Ugulini, sua amiga, a assistente social Edelvânia Wirganovicz, e o irmão da amiga, Evandro Wirganovicz. A juíza Sucilene Engler leu a sentença decidida pelos sete jurados às 19h de sexta-feira (15).

Durante o júri, o MP leu trechos de depoimentos sobre Bernardo ser dopado pelo pai sem necessidade e sobre apanhar "de cinta" da madrasta. Ele não contava sobre a violência para pessoas próximas e chegou a ir sozinho ao Fórum para pedir por uma nova família. 

Os promotores Bruno Bonamente, Ederson Vieira e Sílvia Jappe também reproduziram áudios em que Bernardo grita por socorro, é provocado pelo pai e a madrasta chama sua mãe de "vagabunda". 

Odilaine Uglione, mãe de Bernardo, foi encontrada morta no consultório de Boldrini em 2010. A avó do menino morreu em 2017 e desconfiava que a morte de Odilaine não havia sido por suicídio. Uma testemunha que acompanhou o médico até o enterro de Odilaine disse que Boldrini se referiu à mulher como "presunto". 

A defesa de Leandro alegou que ele é inocente e que não sabia do crime. O pai reclamou da personalidade do filho. A madrasta, por sua vez, disse que o menino morreu por ingerir remédios sozinho. Edelvânia disse que foi pressionada a ajudar a amiga e isentou o irmão de qualquer participação no crime. 

No primeiro dia do julgamento, duas delegadas relataram ligações telefônicas interceptadas que mostravam que a estratégia das defesas seria inocentar Leandro para que ele pagasse os custos do processo dos demais. 

No total, 14 testemunhas foram ouvidas. A principal foi Juçara Petry, moradora da cidade que mais acolheu Bernardo. Ele chegou a passar 15 dias na sua casa sem que o pai entrasse em contato com ela.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

INCENTIV AUTO

GM anuncia investimento de
R$ 10 bilhões em fábricas de SP

O investimento integra o novo programa de incentivo fiscal do governo paulista
REDUÇÃO

Decreto de Bolsonaro corta 13,7 mil cargos em universidades públicas

As vagas cortadas são uma espécie de adicional pago a servidores públicos que ganham uma função extra
PAUTA EM ANÁLISE

Ações antiterroristas poderão ser discutidas na cúpula do G-20

Próxima reunião acontece na cidade de Osaka, no oeste do Japão
COMÉRCIO INTERNACIONAL

Estados Unidos querem concessão
na OMC para apoiar Brasil na OCDE

Proposta faz parte de uma reforma maior da organização

Mais Lidas