Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

Operação Multifake

Organização criminosa europeia é investigada por lavagem de dinheiro no Brasil

Segundo a PF, foram transferidos para o Brasil cerca de R$ 4 milhões

5 OUT 2017Por Metrópoles11h:42

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5/10), a Operação Multifake com o objetivo investigar lavagem de dinheiro feita por organização criminosa do leste europeu em território brasileiro.

Em remessas de valores da República Tcheca, foram transferidos para o Brasil aproximadamente R$ 4 milhões, entre 2011 e 2016. Mas, de acordo com a investigação, os envolvidos teriam movimento em créditos, aproximadamente, R$ 20 milhões no mesmo período.

Ao menos parte desse montante foi direcionado a empresas-fantasmas brasileiras, que estabelecem negócios imobiliários sem declarar receita. As firmas compartilham o mesmo endereço e não têm funcionários.

Policiais federais cumprem quatro mandados de prisão preventiva, dois de condução coercitiva e cinco de busca em Porto Alegre e Viamão (RS). Entre as consequências da operação, estão o sequestro de imóveis e valores em contas correntes, a apreensão de veículos e o registro no Sistema de Difusão Vermelha da Interpol de um mandado de prisão de um investigado que estaria na Europa. 

O homem, residente na República Tcheca, remeteu valores para o Brasil durante cinco anos. Informações indicam o possível envolvimento desse investigado com diversos crimes em seu país de origem.

Nomes falsos

A Operação foi denominada Multifake porque um dos principais investigados usou, pelo menos, quatro nomes, sendo três identidades falsas de brasileiros. Um dos nomes começou a ser usado pelo investigado há mais de 20 anos. Na Europa, ele já cumpriu pena e foi extraditado da Croácia para a República Tcheca.

São investigados quatro cidadãos da República Tcheca e um brasileiro, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, uso de documento falso, falsidade ideológica e prestação de informações falsas para realização de contratos de câmbio.

A investigação prossegue com a oitiva dos envolvidos e de pessoas que negociaram imóveis ligados às empresas, análise do material apreendido e possível pedido de cooperação jurídica internacional com as autoridades do País de origem.

 

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