Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

250 milhões

ONU faz levantamento sobre
consumo de drogas no mundo

22 JUN 17 - 18h:45Terra

Relatório da ONU divulgado nesta quinta-feira aponta que 5% da população mundial consumiu algum tipo de droga em 2015; o equivalente a aproximadamente 250 milhões de pessoas. Outro dado impactante: pelo menos 190 mil morreram neste mesmo ano por causas diretas relacionadas com entorpecentes.

Um dos destaques no Relatório Mundial sobre Drogas da ONU é a situação de 29,5 milhões de pessoas que sofrem com transtornos graves pelo consumo de drogas, incluída a toxicodependência, e que são os mais vulneráveis.

Só uma de cada seis pessoas que requer tratamento por estes transtornos recebe assistência, a maioria nos países desenvolvidos, aponta o reporte elaborado pelo Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Delito (UNODC).

O número de consumidores de drogas se mantém estável há cinco anos, mas os responsáveis pelo relatório advertem que o mercado das drogas está se diversificando com o surgimento de novas substâncias mais potentes e perigosas.

A especialista Angela Me, coordenadora do relatório, cita como exemplo o fentanil, um analgésico em pó que é até 50 vezes mais potentes que a heroína e que causou numerosas overdoses nos EUA nos últimos anos.

Cerca de 35 milhões de pessoas consumem opiáceos (substâncias que procedem da papoula, como heroína e morfina) ou opioides (substâncias químicas de efeito análogo, como metadona). Este grupo de drogas, segundo o relatório, "representaram 70% dos impactos negativos para a saúde associada com transtornos por consumo de drogas no mundo todo ".

Em uma situação especialmente arriscada estão as 12 milhões de pessoas que se injetam opioides como a heroína. Delas, "uma de cada oito (1,6 milhões) está vivendo com HIV e mais da metade (6,1 milhões) com hepatite C, enquanto cerca de 1,3 milhão sofrem tanto com hepatite C como com HIV".

Os consumidores de cocaína chegam a cerca de 17 milhões, os de "ecstasy" são 21,6 milhões, enquanto os de anfetaminas são calculadas em 37. O relatório aponta que há indícios de um maior consumo de cocaína nos EUA e Europa, os dois maiores mercados, e que aumentaram os casos de tratamento por consumo desta droga.

O relatório aponta que as anfetaminas, que são estimulantes sintéticos, são a segunda causa de tratamento, atrás dos opioides, por transtornos causados pelo consumo de drogas.

O texto também mostra que as "novas substâncias psicoativas", das quais até 2015 eram mais de 700 tipos, podem supor riscos para a saúde porque sua composição não costuma estar padronizada e pode conter elementos muito nocivos. Estas novas substâncias sintéticas imitam os efeitos de certas drogas tradicionais, como a maconha, e ao ser mais baratas costumam ser mais atrativas para alguns consumidores.

Além das mortes, o relatório aponta para a perda de "anos de vida sã" pelas mortes prematuras e a incapacidade causada pelo consumo de drogas.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

Segunda Turma do STF adia julgamento de habeas corpus de Lula
ATÉ AGOSTO

Segunda Turma do STF adia julgamento de habeas corpus de Lula

BRASIL

Ministério da Agricultura divulga registro de 42 agrotóxicos

BRASIL

MP de diz perplexo com devolução de demarcação de terras indígenas à Agricultura

BRASIL

Juiz do Paraná diz que 'brasileiro tem muito direito e pouca obrigação'

Mais Lidas