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Campo Grande - MS, terça, 13 de novembro de 2018

Cracolândia

Número de frequentadores da Cracolândia cresce 160% entre abril e maio

O percentual de mulheres que frequentam a região dobrou, de 16,8% em 2016 para 34,5% em 2017

9 JUN 2017Por Terra09h:50

Entre abril e maio deste ano, o número de frequentadores da Cracolândia, no centro da capital paulista, aumentou 160%, de acordo com uma pesquisa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo. 

O levantamento constatou uma média de 1.861 dependentes químicos frequentes no fluxo. Das 139 pessoas entrevistadas pela pesquisa, 44,21% fizeram referência aos conflitos familiares (perdas, divórcios, violência e abandono) como motivadores.  No levantamento, 44% disseram querer parar o uso de drogas - o fator mais associado com a motivação de interromper o uso é já ter participado de outros tratamentos.

Mulheres

A pesquisa mostra que o percentual de mulheres que frequentam a região dobrou, de 16,8% em 2016 (119 mulheres), para 34,5% em 2017 (642 mulheres). Segundo o levantamento, 14,3% das mulheres estavam grávidas no momento da entrevista. Aquelas que tiveram gestações anteriores apontaram que enfrentaram diversos problemas, como filhos abaixo do peso (100%), filhos prematuros (67%), abortos (21%), natimortos (21%) e passagem pela UTI (21%).

A pesquisa revelou ainda que 44,1% das mulheres sofreram algum tipo de abuso físico ou sexual na infância; 70,6% disseram ter sofrido violência física na Cracolândia; e 40%, que fizeram uso de drogas injetáveis.

Perfil

O levantamento do perfil dos usuários de drogas da Cracolândia mostra que nem todos os frequentadores da Cracolândia são usuários do crack, há 15% que dizem ser usuários de álcool e 13% que não usam nenhuma das substâncias.

Entre os dependentes químicos da região, mais da metade (66,4%) nunca esteve em situação de rua antes de usar drogas; 74% estavam em suas casas ou de familiares antes de ir para a Cracolândia; 42% disseram não ter com quem contar em situação de emergência e, dos que têm, 57,6% apontaram só poder contar com a própria família.

O estudo utilizou uma amostra de 139 usuários, a maior já obtida com essa população. Segundo a secretaria, este é o primeiro estudo que avaliou de forma aprofundada as características sociodemográficas, de vulnerabilidade social, de rede de suporte social, padrão de uso de substância e uso dos serviços disponíveis com essa população. A pesquisa foi feita com consultoria do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud).

 

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