Projeto quer aumentar 11 km da malha cicloviária da Capital e extensão total pode chegar a 160 km espalhados pela cidade
A Prefeitura Municipal de Campo Grande quer ampliar a malha cicloviária da Capital em mais 11,4 quilômetros. A autorização para a execução da obra ainda será publicada oficialmente no Diário Oficial Municipal (Diogrande) e o investimento previsto é de R$ 1,2 milhão.
A obra deve contemplar trechos que vão desde a região do Anhanduizinho até o Prosa, conectando mais pontos da cidade.
Entre os locais contemplados estão vias da Rua Carandá, Rua da Candelária, Avenida Tamandaré, Avenida Euler de Azevedo, Avenida Gabriel Spipe Calarge e Rua Antônio Rahe.
O projeto deve ser executado pela empresa que vencer a licitação no momento em que o processo for oficializado no Diogrande, com prazo de 120 dias para conclusão. O investimento é proveniente do Tesouro Municipal e de convênios federais.
Atualmente, Campo Grande possui 148,32 quilômetros de faixas exclusivas para bicicletas nos 79 bairros da Capital. Destes, 3 quilômetros são de calçada compartilhada, 17,5 quilômetros são de ciclofaixa e 107,6 são de ciclovias.
Com a nova obra, a extensão das faixas para ciclistas deve chegar próximo a 160 quilômetros, o equivalente à distância de Campo Grande a Maracaju.
No entanto, as vias deixam a desejar em vários pontos e precisam de reparos em trechos. Os ciclistas da Capital precisam conviver com problemas recorrentes como falta de iluminação, falta de sinalização, falta de pintura, desnivelamento no asfalto, buracos e matagal.
Além deste projeto, também está prevista a execução de 4,79 km em trechos como a Avenida Nosso Senhor do Bonfim, entre a Avenida Cônsul Assaf Trad e a Avenida Desembargador Leão Neto do Carmo com recursos provenientes de emendas especiais da bancada federal, no valor de R$ 1.500.000,00 e R$ 4.785.919,00.
Além disso, há projeto para requalificação de 8,20 km e implantação de mais 2,36 km de ciclovias em trechos das avenidas Cônsul Assaf Trad, Nelly Martins, Parque Soter e Avenida Zulmira Borba.
Veja quais são as ruas e avenidas que têm ciclovias/ciclofaixas/calçadas compartilhadas:
- Afonso Pena
- Duque de Caxias
- Lúdio Martins Coelho
- Nasri Siufi
- Fábio Zahran
- Costa e Silva
- Cônsul Assaf Trad
- Avenida Noroeste - Orla Morena
- Nelly Martins (Via Park)
- Rua Petrópolis
- Cafezais
- José Barbosa Rodrigues
- Dom Antônio Barbosa
- Gury Marques
- Avenida do Poeta (Parque dos Poderes)
- Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo
- BR 262 – indo para o Indubrasil
- Amaro Castro Lima
- Rádio Maia
- Rua da Divisão
- Rua Graça Aranha
- Avenida Rita Vieira
- Rua Vitor Meireles
- Ernesto Geisel (em frente ao Shopping Norte Sul Plaza)
- Wilson Paes de Barros
- Avenida Mato Grosso
O número de ciclovias ou espaço exclusivo para ciclistas é expressamente baixo, visto que, de acordo com o IBGE, Mato Grosso do Sul possui cerca de 5 mil quilômetros de estradas pavimentadas e 8 mil quilômetros de estradas não pavimentadas, um total de aproximadamente 13 mil quilômetros de vias.
Bicicleta como meio de transporte
A pesquisa do Censo 2022: Deslocamentos para o trabalho, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que 12,72% da população apta a trabalhar se locomovia ao seu local de trabalho por meio de bicicleta, o 4º meio de transporte mais utilizado no Estado.
Segundo o IBGE, em MS, havia 1.030.568 pessoas de 14 anos ou mais ocupadas que se deslocavam para o trabalho pelo menos 3 vezes por semana. A maior parte da população se deslocava através de automóvel até o trabalho, 38,14%, o que corresponde a 393.058 pessoas. Em Campo Grande, a taxa era de 45,84%.
Em seguida, aparece a motocicleta, veículo utilizado por 21,21% dos trabalhadores sul-mato-grossenses e 17,01% em Campo Grande. Em terceiro lugar, aparece o transporte coletivo, como o ônibus, que é usado por 12,75% dos trabalhadores no Estado e 18,51% dos ocupados em Campo Grande.
Logo depois, aparece a bicicleta como meio de transporte utilizado para locomoção, onde 131.088 pessoas relataram utilizar em todo o Estado (12,72%). Na Capital, apenas 6,22% dos trabalhadores ocupam esse meio de transporte.
Comparando com a taxa nacional, Mato Grosso do Sul tem a 3ª maior proporção de pessoas que utilizam a bicicleta para chegar ao local de trabalho, ficando atrás apenas do Amapá (17,1%) e do Acre (13,3%).