Cidades

56 MORTOS

Ministro da Justiça diz que líderes de massacre vão para presídios federais

Ministro da Justiça diz que líderes de massacre vão para presídios federais

G1

03/01/2017 - 06h44
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O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, e o governador do Amazonas, José Melo, se reuniram na noite desta segunda-feira (2) após rebelião que deixou 56 mortos e a fuga de 184 detentos de quatro unidades de detenção de Manaus em um intervalo de 24 horas. Moraes anunciou que os responsáveis pelo massacre serão transferidos para presídios federais assim que identificados.

"A polícia já instaurou inquérito. Para os líderes que participaram haverá o pedido de transferência para presídios federais", afirmou o ministro em entrevista coletiva.

A rebelião que durou 17 horas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) deixou 56 mortos -- o maior massacre da história do sistema prisional do Amazonas-- e ainda houve mais quatro mortes na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Rural de Manaus.

Houve rebeliões também no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) e no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Quarenta dos 184 detentos que fugiram foram recapturados, mas 144 seguem foragidos, segundo o último balanço do governo.

Moraes também anunciou auxílio na identificação dos mortos, após o IML registrar tumulto de famílias esperando para reconhecer corpos. "Além da identificação dos autores, nos colocamos à disposição para dar apoio ao IML para acelerar na identificação dos corpos".

Três novos presídios

Moraes desembarcou em Manaus às 20h20 (22h20 em Brasília) e concedeu entrevista com o governador por volta das 22h30 (0h30 de Brasília). Ele destacou o repasse de R$ 45 milhões para o estado, para investimento em unidades prisionais. "Aqui no Amazonas será possível o aumento de 1,2 mil vagas em penitenciárias, somadas as 3,6 mil vagas que vão estar disponíveis em uma Colônia Penal Agrícola e dois CDPs [centros de detenção provisória], que devem ficar prontos e solucionar essa superlotação", afirmou o ministro.

O dinheiro foi repassado na quinta (29), antes das rebeliões. Com a verba, será possível separar os presos de acordo com a gravidade e reincidência em crimes, segundo o ministro. "Isso é algo que a Constituição diz desde 1988, mas infelizmente não ocorre. Essa primeira liberação vai permitir que comecemos isso", afirmou.

O governador, José Melo, também falou sobre a construção de três novos presídios no estado. "Já temos terreno, os projetos estão prontos. Um presídio será construído em Parintins e outro em Manacapuru. Uma penitenciária agrícola vai começar [a ser construída] neste mês, porque eu quero segregar o bandido que matou todas essas pessoas ligadas ao tráfico, daquele preso que, em um ato desatino, matou ou roubou alguém e hoje está junto com os outros, como se aquilo fosse uma escola do crime", completou Melo.

PM nos presídios

O governo federal ofereceu o envio de homens da Força Nacional de Segurança ao Amazonas, mas o governador recusou o auxílio. "Não há uma situação de insegurança pública. Houve uma situação dura, muitas mortes dentro do presídio, mas não extrapolou para fora", disse Alexandre de Moraes.

José Melo afirmou que a Polícia Militar vai passar a fazer a segurança permanentemente dentro das penitenciárias e haverá revistas periódicas. Disse também que uma "força-tarefa" entre órgãos de segurança busca acelarar a identificação dos responsáveis pelas rebeliões.

Relatório produzido há um ano por peritos da área de direitos humanos do governo federal já alertava para o risco de rebeliões em Manaus. Uma das conclusões dos especialistas é a de que os presos das penitenciárias da capital amazonense "basicamente se autogovernam nas unidades prisionais".

O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, afirmou que a briga entre facções, que desencadeou a rebelião, pegou as autoridades de surpresa. "O confronto sempre existiu e se agravou mais a partir de 2016, por causa da situação do Rio de Janeiro. A Inteligência sabia que poderia ter alteração, mas não entre facções".

Entenda o caso

O primeiro tumulto nas unidades prisionais do estado ocorreu no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), localizado no km 8 da BR-174 (Manaus-Boa Vista). Um total de 72 presos fugiram da unidade prisional na manhã de domingo (1º).

Horas mais tarde, por volta de 14h, detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) iniciaram uma rebelião violenta na unidade, que resultou na morte de 56 presos, membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). O massacre foi liderado por internos da facção Família do Norte (FDN) e foi considerado o mais grave da história do sistema prisional do Amazonas.

A rebelião no Compaj durou mais de 17h e acabou na manhã desta segunda-feira (2). Após o fim do tumulto na unidade, o Ipat e o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) também registraram distúrbios. No Instituto, internos fizeram um "batidão de grade", enquanto no CDPM os internos alojados em um dos pavilhões tentaram fugir, mas foram impedidos pela Polícia Militar, que reforçou a segurança na unidade.

No fim da tarde, quatro presos da Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), na Zona Rural de Manaus, foram mortos dentro do presídio. Segundo a SSP, não se tratou de uma rebelião, mas sim de uma ação direcionada a um grupo de presos.

Cenário alarmante

Novo ministro, Eloy Terena aponta situação crítica para Chikungunya em Dourados

Dos sete óbitos registrados em todo estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena do município

04/04/2026 12h30

Eloy Terena ao lado da ex-ministra Sonia Guajajara

Eloy Terena ao lado da ex-ministra Sonia Guajajara Foto: Divulgação / Twitter

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Eloy Terena, novo ministro dos Povos Indígenas, classificou como crítico o cenário de Dourados (MS), município distante aproximadamente 231 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul que está em situação de emergência devido aos casos de chikungunya. 

“Quando se trata de saúde, de vidas humanas, a responsabilidade é global. Não estamos aqui para dizer que a responsabilidade era do município, do governo estadual ou do governo federal. Estamos aqui para reconhecer esta situação crítica. Portanto, não temos uma posição negacionista e vamos enfrentá-la”, disse Terena, ao visitar o município nesta sexta-feira (3).

Segundo o governo de Mato Grosso do Sul, desde janeiro até o início de abril, o número de casos confirmados da doença no estado chegava a 1.764, incluindo 37 gestantes. Havia também 1.893 casos em análise.

Com 759 registros, em números absolutos, Dourados concentra a maior quantidade de casos prováveis de chikungunya no estado. Embora a situação atinja toda a população, tem tido maior impacto sobre as comunidades indígenas.

Dos sete óbitos registrados em todo estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados. Entre estas os mortos, dois tinham menos de quatro meses de vida. Os outros dois óbitos no estado foram registrados nas cidades de Bonito e Jardim.

Combate ao vetor

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu em 30 de março a situação de emergência na cidade, que a prefeitura decretou dias antes, em 27 de março.

O avanço da chikungunya em Dourados motivou o governo federal a anunciar, nesta semana, mais uma série de medidas para combater o mosquito Aedes aegypti, interromper o ciclo de transmissão da doença e aperfeiçoar o atendimento aos pacientes. A situação é mais grave na reserva indígena local, onde cinco pessoas já morreram, incluindo dois bebês.

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena do estado (DSEI-MS) emitiu um alerta epidemiológico apontando o aumento dos casos na cidade.

Após isto, agentes da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) foram deslocados para se incorporarem à força-tarefa composta por servidores da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. 

Além de mobilizar profissionais, na última quinta-feira (2), o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões em recursos públicos para Dourados.

Do total, R$ 1,3 milhão serão destinados a ações de socorro e assistência humanitária, como apoio direto à população. Mais R$ 974,1 mil vão custear iniciativas como limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação em aterro sanitário licenciado. Os R$ 855,3 mil restantes financiarão outras ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na cidade.

Contratações

Eloy Terena afirmou que os recursos liberados pelos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Saúde “já estão nas contas dos governos estaduais e municipais”, responsáveis por utilizá-los para contratar, em caráter emergencial, os bens e serviços necessários.

Representante do Ministério da Saúde na comitiva que acompanhou o ministro, Daniel Ramos destacou que, além das demais medidas, a pasta vai contratar, provisoriamente, e capacitar, 50 agentes de combate a endemias-20 dos quais começarão a trabalhar neste sábado (4). 

Junto com 40 militares disponibilizados pelo Ministério da Defesa, os agentes se somarão ao atendimento à população e ao combate aos focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti.

“A assistência é uma das partes importantes e a gente vai entrar com ações contundentes de controle vetorial para reduzir esta pressão nos serviços [de saúde]”, garantiu Ramos.

Já a representante da Força Nacional do SUS, Juliana Lima, explicou que, embora as equipes de saúde estejam atuando diariamente nas aldeias Bororó e Jaguapiru, na Reserva Indígena Dourados, é difícil dizer se houve uma melhora da situação nas últimas semanas.

“O cenário está muito dinâmico. Ele vem se mostrando, dia após dia, com um perfil epidemiológico diferenciado. Então, a gente não está conseguindo ainda afirmar se há uma diminuição ou um aumento [do número de casos] nesta ou naquela aldeia. Mas fazemos o monitoramento, os registros, diariamente e, com isso, conseguimos sinalizar para a vigilância onde eles devem priorizar os atendimentos dos casos agudos.”

Lixo

Destacando a condição “sui generis” [diferenciada] da Reserva Indígena Dourados, “que foi englobada pelo município de Dourados”, estando, hoje, cercada pela crescente área urbana, Terena cobrou, da prefeitura, mais atenção à coleta do lixo nas aldeias indígenas, de forma a eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.

“Temos que aperfeiçoar a questão dos resíduos sólidos, do lixo. É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, disse o ministro, que pretende se reunir com representantes dos governos municipal e estadual e discutir projetos estruturais “para que possamos chegar a estas comunidades indígenas com projetos com vistas a melhorar a coleta de lixo” nas comunidades indígenas.

 

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PROCESSO SELETIVO MINISTÉRIO PÚBLICO

Prova do MPE para vagas de estagiário e residentes acontece semana que vem

Edital com a convocação e divulgação dos locais de prova de cada candidato foram divulgados no Diário Oficial do órgão público

04/04/2026 10h30

Divulgação/ MPMS

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No segundo domingo de abril (12) acontece a Prova do Processo Seletivo para ocupar as vagas de estagiário e residente do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE). De caráter eliminatório e classificatório, o Órgão Público divulgou por meio do Diário Oficial o local de prova e convocação dos candidatos inscritos.

Com duração de quatro horas, o fechamento dos portões está marcado para às 08h no horário local, com início da prova em seguida. Serão 50 questões objetivas com cinco alternativas cada (a, b, c, d, e).

Aos de nível médio em vagas de estágio incluí as áreas de Língua Portuguesa (15), Matemática (15), Noções de Informática (10), Conhecimentos gerais (10), cada uma valendo dois pontos. Aos candidatos da área de Tecnologia da Informação - Desenvolvimento de Sistemas, para residência terão questões de Língua Portuguesa (5), Noções de Direito (5), Conhecimentos específicos (40) também valendo dois pontos.

Os demais candidatos destinados às vagas de residências, estão inclusos os cursos de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos; Tecnologia em Gestão Pública; Tecnologia em Processos Gerenciais; Ciências Biológicas; Engenharia Agronômica; Engenharia Ambiental ou Sanitária; Engenharia Florestal; Geografia (bacharelado); Geologia; Gestão Ambiental; Arquitetura e Urbanismo; Audiovisual; Ciências Contábeis; Comunicação/Jornalismo; Design Gráfico; Economia; Engenharia Civil; Engenharia Civil com ênfase em orçamento e planejamento de obras; Letras; Publicidade e Propaganda; Psicologia; e Serviço Social.

Para estes, serão abordadas as áreas de Língua Portuguesa (5), Noções de Informática (5), Noções de Direito (5) e Conhecimentos específicos de cada área (35), valendo dois pontos por cada resposta correta.

Agora, para os candidatos da área do Direito, sejam eles cursando o ensino superior (para estágio), ou como já formados dentro dos últimos 5 anos ou que estejam a cursar alguma pós-graduação na área jurídica (para residência) terão a adição de uma prova discursiva, no formato de redação, que valerá 50 pontos, além de 40 questões da prova objetiva com dois pontos cada.

A prova discursiva deve seguir:

a) estrutura e desenvolvimento de texto dissertativo-argumentativo;
b) organização e progressão textual;
c) adequação temática;
d) aspectos de coesão e coerência textual; e
e) emprego da norma culta da língua portuguesa;
f) mínimo 30 e máximo 40 linhas de texto.

É recomendado aos candidatos que cheguem no local com 30 minutos de antecedência e devem levar caneta azul ou preta de tubo transparente, além de um documento original que seja: RG, Carteira de Identidade Militar, CNH com foto, Carteira de identidade profissional emitida pelo órgão competente, CTPS, ou documentos em formato digital.

Segundo a Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (FAPEC), responsável pela organização e aplicação da prova, o gabarito preliminar será divulgado por meio de um edital no Diário Oficial do MPE e no portal da fundação, após três dias de aplicação da prova, no dia 15 de abril.

Confira o edital de convocação a partir da página 13 do Diário Oficial do Ministério Público de Mato Grosso do Sul da próxima segunda-feira (06) e os locais de prova a partir da página 18.

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