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Campo Grande - MS, terça, 18 de dezembro de 2018

MARIELLE DO PSOL

Miliciano diz que foi ameaçado para assumir assassinato de vereadora

Chegou a prometer perdão judicial caso ele confessasse o crime

8 DEZ 2018Por TERO QUEIROZ13h:26

O miliciano 'Orlando Oliveira de Araújo, 'Orlando de Curicica' disse em depoimento  que está sendo pressionado pelo o delegado Giniton Lages, para assumir autoria do assassinato da Vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes. 

Na sexta-feira (7), o Jornal Nacional teve acesso exclusivo ao depoimento do miliciano que é o principal suspeito de ser o mandante do assassinato, ele está preso desde 2017 por homicídio e posse ilegal de arma.

O assassinato da vereadora e do motorista Anderson Gomes se arrasta há nove meses sem respostas. 

No depoimento que foi feito no dia 22 de agosto a dois procuradores federais. O miliciano disse que estava sendo pressionado pela polícia do Rio para assumir a autoria dos assassinatos de Marielle e Anderson.

Segundo Orlando, o responsável pela divisão de homicídios, Giniton Lages, o visitou no presídio de Bangu pedindo que ele admitisse ter matado Marielle a mando do vereador Marcelo siciliano, do PHS.

Em maio, o jornal 'O Globo' informou que Orlando e Siciliano foram apontados por uma testemunha como mandantes do assassinato de Marielle.

"Fala que o cara te procurou, pediu para você matar ela, você não quis, e o cara arrumou outra pessoa. Mas que o cara que pediu para matar ela", teria dito o delegado Giniton Lages, segundo o depoimento.  

Curicica disse ainda, que foi ameaçado após se recusar a assumir a autoria do crime. Eles o ameaçaram de colocar mais três ou quatro homicídios na sua conta e disseram que o transfeririam para um presídio federal. Em junho deste ano , Orlando deixou Bangu, no Rio, e foi transferido Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte.

A reportagem do Jornal Nacional detalha ainda, que Orlando disse aos agentes que o Giniton Lages chegou a prometer perdão judicial caso ele confessasse o crime. 

No depoimento, o delegado afirmou que foi ao encontro dele sonhando com isso, que, se ele aceitasse, seria o fim do caso Marielle.

Segundo Curicica, Marielle foi morta por um grupo de matadores e a polícia não investiga casos com estes matadores pois seus maiores clientes são infratores do jogo do bicho, que pagam propina para a Divisão de Homicídios.

No entanto, ele reforça que não sabe quem foi o mandante do crime. Com informações da Agência Brasil e Jornal Nacional

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