Campo Grande - MS, quinta, 16 de agosto de 2018

Meta central da inflação

Meta central da inflação será de
4,25% em 2019 e de 4% em 2020

Meta de inflação fixada pelo governo para estes anos é menor

29 JUN 2017Por G108h:42

O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou nesta quinta-feira (29), após reunião em Brasília, que a meta central de inflação será de 4,25% em 2019 e de 4% em 2020.

Com isso, a meta central de inflação fixada pelo governo para estes anos é menor do que aquela determinada para o período entre 2005 e 2018, ou seja, por 14 anos, de 4,5% ao ano.

O intervalo de tolerância em relação à meta central, por sua vez, foi mantido em 1,5 ponto percentual. Com isso, a inflação pode oscilar entre 2,75% e 5,75% sem que a meta seja formalmente descumprida em 2019 e entre 2,5% e 5,5% em 2020.

A meta central de inflação é o objetivo que terá de ser buscado pelo Banco Central, cujo principal instrumento é a taxa básica de juros da economia brasileira, atualmente em 10,25% ao ano.

Quando a inflação está alta e foge da meta, o BC sobe a Selic para tornar o crédito mais caro e inibir o consumo, o que tende a fazer os preços baixarem. Quando a inflação está em linha com as metas de inflação, o BC pode reduzir os juros.

Deste modo, metas de inflação menores podem significar, no caso de uma alta da inflação no futuro, que o BC pode ser obrigado a subir mais os juros, ou a reduzir menos a taxa básica da economia, para tentar cumprir os objetivos fixados - o que pode impactar para baixo o nível de atividade e o emprego.

Na semana passada, segundo pesquisa conduzida pela autoridade monetária com mais de 100 instituições financeiras, o mercado estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, ficará em 3,48% neste ano, em 4,3% em 2018 e em 4,25% em 2019 e 2020.

Dificuldades em atingir a meta

Números oficiais mostram que a inflação ficou bem acima da meta central do governo em 11 dos 18 anos completos de existência do sistema de metas. A inflação ficou abaixo da meta central somente em quatro anos: 2000, 2006, 2007 e 2009.

 

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