Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

São Paulo

Médica que debochou de nome de paciente em rede social se arrepende

Profissional questionou o nome de idosa, de 65 anos, durante atendimento em Praia Grande, SP

4 JUN 2017Por G101h:00

A médica Claudia Regina Zanella, de 50 anos, afirma estar arrependida por ter postado em uma rede social um comentário sobre a paciente Valmita Dias, de 65 anos. Ela havia atendido a idosa no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, na terça-feira (30). A profissional foi afastada do trabalho.

Valmita Dias foi à unidade por estar com pressão alta. Ela foi atendida por Claudia, que a orientou que tomasse medicamentos na unidade. No dia seguinte, a médica fez uma postagem nas redes sociais falando sobre o nome da paciente.

"Isso é um nome... Já imaginou quando ela era bebê?", escreveu a médica em seu perfil pessoal no Facebook, junto com a foto do prontuário de atendimento. O caso ganhou repercussão na internet na quarta (31), e é alvo de investigação da Polícia Civil, do hospital e do Conselho Regional de Medicina desde quinta-feira (1º).

Claudia explica que, durante as pausas no trabalho, encontra na rede social "um escape" para conversar com outras pessoas. "Eu sempre faço comentários a respeito do meu plantão. Alguma coisa inusitada, alguma coisa triste. Nesse plantão (do atendimento da idosa), guardei esse nome".

A profissional, que trabalha como médica há 26 anos, disse que não teve a intenção de ofendê-la. "Não foi no sentido de tirar um barato. Foi no sentido de ficar abismada com o nome", disse. Ela afirmou que se surpreendeu com a repercussão, após a postagem ter sido compartilhada em uma página colaborativa na cidade.

"Eu me arrependo muito, peço desculpas por isso. Minha vida está de pernas para o alto, não sei o que vai acontecer". A direção do hospital informou que a médica é terceirizada e notificou a empresa contratada para que ocorra o "afastamento imediato da profissional". O Conselho de Medicina de São Paulo disse que instaurou uma sindicância para averiguação dos fatos. O prazo de apuração é de até dois anos.

"Eu fui fazer o atendimento e me chamou a atenção o nome. O que eu errei foi falar isso em uma publicação, que eu não pensei que pudesse me prejudicar como prejudicou a minha vida. Como eu estou sendo julgada", desabafou.

O caso foi encaminhado à Delegacia da Mulher da cidade para que seja apurado e os envolvidos sejam chamados para depoimento. Segundo o advogado da família da idosa, Marco Antônio Pinheiro, além do caso ter sido registrado na polícia, eles também vão entrar com processos contra a profissional e o hospital.


 

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