Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Assine a Newsletter

NACIONAL

Mais de 60 mil pessoas morreram no maior manicômio

A terapia por meio de choques era usada como poderosa arma de punição

22 AGO 15 - 22h:00AGENCIA BRASIL

Ao longo do século passado, a única solução para pessoas com transtornos mentais era o isolamento em manicômios. O maior do Brasil foi o Colônia, que começou a funcionar em 1903, em Barbacena, Minas Gerais. Lá, pelo menos 60 mil pessoas perderam a vida numa trajetória de quase um século de desrespeitos aos direitos humanos.

Hiram Firmino foi um dos poucos jornalistas a entrar no hospício, no fim da década de 1970. Ele escreveu diversas matérias com denúncias sobre os horrores que viu no Colônia. “Mulher é um símbolo de beleza. Para mim, foi chocante ver as mulheres do hospício no chão, sujas, igual bicho, quase todas nuas, no meio de fezes, urina, rato, dormindo em capim. Agora ver as crianças no mesmo estado, com um pneu velho o dia inteiro, que era a única coisa que tinham para brincar, foi ainda pior”, desabafa o jornalista.

A terapia por meio de choques era usada, muitas vezes, como poderosa arma de punição contra os que não se comportavam. Sueli Rezende morreu no regime de internação. A filha, Débora Soares, 30 anos, foi adotada. Ao buscar informações sobre a mãe biológica, Débora ficou horrorizada com o que viu nos prontuários. “Minha mãe chegou a receber quinze sessões de choque em um mês, era dia sim, dia não, algo intolerável. Ela se rebelava e fazia de tudo para não levar o choque: corria, ia pro banheiro, tentava derrubar o aparelho e lutava com os funcionários”.

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

PRIMEIRA INSTÂNCIA

TRF-4 nega recurso de Lula para anular provas no caso do Instituto

BRASÍLIA

Alcolumbre diz que criará comissão mista para discutir reforma tributária em 2020

BUSCAS CONTINUAM

Navio brasileiro encontra destroços de avião chileno

As partes da aeronave estavam a 518 km de Ushuaia, na Argentina
AMÉRICA LATINA

Evo anuncia que está na Argentina e agradece período de acolhimento no México

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião