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diz procuradora

Maduro enriqueceu com
corrupção no caso da Odebrecht

19 AGO 17 - 09h:16FOLHAPRESS

A chavista dissidente Luisa Ortega Díaz, procuradora-geral destituída pela Assembleia Constituinte, disse nesta sexta (18) que o ditador Nicolás Maduro e seu entorno enriqueceram no caso de corrupção da construtora brasileira Odebrecht.

"Isso os deixa muito preocupados e angustiados, porque sabem que temos a informação e os detalhes de todas as operações, quantias e os personagens que enriqueceram", disse, em gravação divulgada em um encontro de procuradores da América Latina em Puebla, no México.

Ela pediu aos colegas que não entreguem nenhuma informação sobre o caso a Tarek William Saab, designado pela Constituinte para sucedê-la. "Seria destruir as provas e atentar contra a fonte delas."

Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, a empreiteira pagou US$ 98 milhões a políticos venezuelanos em troca de licitações, montante só superado ao pago no Brasil.

Ortega Díaz não deu detalhes sobre as investigações. Também não se sabe de onde ela falava e quando a gravação foi feita.

A declaração é divulgada um dia depois que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), ordenou a prisão de seu marido, Germán Ferrer, acusado de extorquir empresas contratadas pela petroleira estatal PDVSA.

A acusação contra Ferrer, que é deputado, foi feita na manhã de quarta (16) pelo número dois do chavismo, Diosdado Cabello.

Na tarde do mesmo dia, o procurador-geral designado, Tarek William Saab, ordenou sua prisão domiciliar e o Serviço Bolivariano de Inteligência fez buscas na casa do casal.

A Constituinte cassou a imunidade do parlamentar na tarde de quinta (17). Ferrer continua foragido.

Ortega Díaz não aparece publicamente desde o dia 5, quando foi destituída. Ao canal americano Telemundo no dia 10, disse que dormia cada noite em um lugar diferente devido à perseguição do regime.

Segundo o jornal venezuelano "El Nacional", Ortega deixou o país com o deputado Germán Ferrer e estaria em Bogotá,na Colômbia, informação que não se confirmou até a conclusão desta edição.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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