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TESTEMUNHAS DE DEFESA

Lula e Marcelo Odebrecht irão depor hoje em defesa de Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro

Ambos depoimentos à Justiça Federal de Brasília serão prestados por meio de videoconferência
04/07/2017 09:54 - G1


O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e o empresário Marcelo Odebrecht vão prestar depoimento nesta terça-feira (4), a partir das 14h30, como testemunhas de defesa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do doleiro Lúcio Funaro. Os dois depoimentos à Justiça Federal de Brasília serão prestados por meio de videoconferência.

Listado como uma das testemunhas de defesa de Cunha, Lula falará com o juiz Vallisney de Souza Oliveira, responsável pelos processos da Operação Sépsis na primeira instância, na seccional da Justiça Federal de São Paulo.

Preso em Curitiba pela Lava Jato, Marcelo Odebrecht foi chamado como testemunha de Lúcio Funaro. O ex-presidente da maior empreiteira do país vair depor ao magistrado de Brasília na seccional da Justiça Federal no Paraná.

O ex-presidente da Câmara e o doleiro foram alvos de mandados de prisão da Operação Sépsis, desdobramento da Lava Jato que apura as supostas irregularidades no FI-FGTS. Eles são suspeitos de terem cobrado propina de empresários para liberar empréstimos com juros reduzidos por meio do fundo de investimentos abastecido com dinheiro dos trabalhadores.

A Polícia Federal (PF) acredita que operações do FI-FGTS teriam gerado R$ 20 milhões em propina para políticos do PMDB, entre os quais Eduardo Cunha. Funaro é acusado pelo Ministério Público Federal de ser o operador do deputado cassado do PMDB, que está preso pela Operação Lava Jato na capital paranaense.

O ex-presidente da Câmara e ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) – que está detido em Natal – é outro réu da mesma ação penal.

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?