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Doleiro preso

Lúcio Funaro fecha acordo de
delação premiada na Lava Jato

Ele está preso desde julho de 2016 em Brasília

22 AGO 17 - 10h:15G1

O doleiro Lúcio Funaro fechou o acordo de colaboração na Operação Lava Jato. A conhecida delação premiada será assinada nesta terça-feira (22) na Procuradoria-Geral da República (PGR). O doleiro está preso desde julho de 2016.

Funaro é apontado pelas investigações como operador de supostos pagamentos de propina ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB). Cunha foi condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas a 15 anos e 4 meses de reclusão por envolvimento em irregularidades na Petrobras.

O doleiro também foi citado na delação do dono da JBS, Joesley Batista.

Quando um investigado firma acordo de colaboração, ele se compromete a repassar para os investigadores informações e provas dos crimes cometidos em troca de benefícios em caso de condenação. O documento ainda precisa ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Transferência para a Polícia Federal

A Justiça Federal de Brasília autorizou na segunda-feira (21) nova transferência do doleiro Lúcio Funaro do Complexo Penitenciário da Papuda para a Superintendência da Polícia Federal. O pedido de transferência foi apresentado pelo Ministério Público Federal para que o doleiro possa "prestar depoimentos".

Delação

Em junho, Lúcio Funaro decidiu mudar de advogado e contratou o mesmo escritório que defende o também doleiro Alberto Yousef. O jurista Antônio Figueiredo Basto é especialista em delações premiadas e ajudou a costurar o acordo de Youssef com a Justiça.

Em depoimento à Polícia Federal, Funaro disse que o presidente Michel Temer sabia do pagamento de propinas na Petrobras. Nas negociações de delação premiada, ele também disse que Temer orientou a distribuição de dinheiro desviado da Caixa Econômica Federal. A assessoria do presidente nega as acusações.

Em um de seus depoimentos – no último dia 7 – Lúcio Funaro também relatou que fez várias entregas de "malas de dinheiro" nas mãos do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) em uma sala do aeroporto de Salvador.

Indagado, então, se os fatos novos poderiam envolver o presidente Michel Temer, respondeu: "Também".

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