Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

CLIMA

Flórida apela para que moradores saiam da rota de furacão Irma

Estimativa é que o fenômeno com ventos de 250 km/h atinja o sul da Flórida

9 SET 2017Por FOLHAPRESS08h:00

Após assistirem às cenas de destruição e registros de, pelo menos, 21 mortes no Caribe, as autoridades americanas se mobilizaram nesta sexta (8) para esvaziar áreas que poderão estar na rota do furacão Irma, nos EUA.

A estimativa é que o fenômeno com ventos de 250 km/h atinja o sul da Flórida na madrugada deste sábado (9) para domingo (10).

O governador da Flórida, Rick Scott, alertou na tarde desta sexta que há grande risco de o Irma causar grandes tempestades no Estado. "Se isso ocorrer, vocês não sobreviverão", declarou Scott aos cerca de 5,6 milhões de moradores que vivem nas áreas que têm maiores chances de serem atingidas (20,6 milhões de pessoas moram no Estado). "Essa é a hora de ir embora".

Para facilitar a saída do Estado, os bloqueios de pedágios foram abertos e as pistas auxiliares, liberadas. Há uma pressão para que o governo local libere os dois sentidos das estradas interestaduais para a saída da Flórida, mas Scott argumenta que isso dificultaria a chegada de suprimentos e de socorro.

O governo espera que os moradores deixassem as regiões que deverão ser rota do furacão ainda nesta sexta e evitem as estradas no final de semana, quando o clima estará ainda mais hostil.

São aguardadas ainda cortes de energia e das redes de comunicações nos próximos dias, como efeitos do furacão.

O governo da Geórgia, que faz divisa com a Flórida, também deve ativar um plano de emergência neste sábado.

Em Miami, centenas de pessoas formaram filas nesta sexta para comprar garrafas de água. Carros circulavam pelos bairros da cidade em busca de combustível. A falta de gasolina na área de Miami-Fort Lauderdale se agravou porque as vendas foram cinco vezes maiores do que o normal.

Apesar dos avisos, muitos ficarão na Flórida seja por medo de deixarem suas casas sozinhas ou por não terem meio de transporte.

O presidente dos EUA, Donald Trump, demonstrou preocupação com o potencial de devastação do Irma.
"Esta é uma tempestade de potencial destrutivo histórico. Peço a todos que estejam no caminho do furacão que sejam vigilantes e atendam as recomendações do governo e das autoridades".
 

DESTRUIÇÃO

No Caribe, o Irma destruiu casas, lojas, estradas e escolas, além de causar pelo menos 21 mortes.
Em St. Martin e St. Barts, foram anunciadas nove das mortes. Autoridades, porém, dizem que o número pode aumentar, já as equipes de resgate ainda não tiveram uma visão total dos estragos. O Itamaraty recebeu um pedido de ajuda de brasileiros na ilha.

No lado holandês da ilha, o governo relatou saques em lojas. Policiais foram deslocados para a área.
Quatro pessoas morreram nas ilhas Virgens dos EUA, onde as autoridades descrevem os danos como catastróficos. Prédios da polícia e dos bombeiros foram destruídos.

Um bebê de dois anos cuja família tentava deixar a residência durante a passagem do furacão morreu em Antígua e Barbuda. Em Cuba, um milhão de pessoas foi deslocado de áreas vulneráveis.
Após a passagem do Irma, meteorologistas preveem ainda a passagem de dois outros furacões pelo Caribe nos próximos dias, o José e o Katia.

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