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ARRECADAÇÃO FEDERAL

FGV registra queda de 3% na arrecadação federal em maio

Receitas com o Imposto sobre IPI, que reflete o desempenho da produção, caíram 12,7%
16/06/2017 12:50 - Ig


O governo federal arrecadou 3% a menos em maio, se comparado ao volume do mesmo mês de 2016, segundo dados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Economia, da FGV, Os números constam no Siafi, o sistema que acompanha as contas do governo em tempo real. 

A queda foi influenciada pela forte redução na arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Os dois tributos sobre os ganhos das empresas recuaram 12,1% e 17%, respectivamente. A expectativa era que esses tributos tivessem um desempenho melhor em maio. As receitas com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que reflete o desempenho da produção, caíram 12,7%. 

Por outro lado, no caso dos chamados “tributos indiretos”, que refletem mais o comportamento do consumo, as quedas estão menores do que nos últimos meses. As receitas com o PIS e a Cofins se reduziram em 0,4% e 2,1% em maio, respectivamente, uma melhora em relação às quedas superiores a 6% no primeiro trimestre.

Dados do IBGE mostraram que o varejo surpreendeu ao registrar alta significativa em abril, resultado influenciado pela liberação das contas inativas do FGTS, entre outros fatores temporários. 

Segundo os dados do Ibre, quando se avalia somente a arrecadação administrada pela Receita, a queda é de 2,3% em maio. Como a não administrada (que inclui royalties de petróleo) caiu 33,9%, a queda total das receitas federais ficou em 2,9%. Além de indicar que a recuperação continua lenta, o cenário observado em maio aponta que, cada vez mais, a equipe econômica depende das chamadas receitas extraordinárias – aquelas que não se repetem todos os anos e, portanto, são mais incertas – para fechar as contas. Até abril, os ingressos de tributos nos cofres públicos vieram R$ 4 bilhões abaixo do esperado, de acordo com estimativa da Câmara.

 

Felpuda


Malfeitos que teriam sido praticados em tempos não tão remotos podem ser a pedra no caminho de pré-candidatura que está sendo costurada. As conversas ainda estão nas “ondas da rádio-peão”, mas, com a proximidade da campanha eleitoral, há quem diga que isso se tornará uma tremenda dor de cabeça para quem vai enfrentar as urnas. Pior:  o dito não seria culpado direto, mas sim a sua...  Bem, deixa rolar para ver onde vai parar.