APURAÇÃO

FBI investigou García Márquez por 24 anos, diz "Washington Post"

FBI investigou García Márquez por 24 anos, diz "Washington Post"
06/09/2015 18:57 - FOLHAPRESS


O jornal americano "The Washington Post" publicou reportagem neste domingo (6) que informa que o escritor colombiano Gabriel García Márquez foi espionado pelo FBI, a polícia federal norte-americana, durante 24 anos.
Segundo o "WP", Márquez começou a ser investigado em 1961, quando, aos 33 anos de idade, Márquez chegou a Nova York com a mulher e o filho para estabelecer-se como escritor. A família ficaria um mês no hotel Webster.

O escritor não imaginava que estava sendo observado pelo FBI.

O chefe do FBI, John Edgar Hoover, que dirigiu o órgão por 48 anos, abriu um dossiê confidencial sobre o escritor naquele ano.

O arquivo recebeu informações sobre Márquez durante 24 anos, mesmo após o escritor ter-se tornado amigo íntimo de líderes mundiais e ter sido premiado com o Nobel de Literatura, em 1982.

Segundo o jornal americano, não são claras as razões que levaram o FBI a vigiar o colombiano. Mas García Márquez havia acabado de viajar aos Estados Unidos para ajudar a estabelecer um serviço de notícias do governo cubano.

Anos depois, o escritor se tornaria apoiador de políticas de esquerda e amigo do ex-ditador cubano Fidel Castro.

O FBI chegou a se confundir com seu nome, produzindo informações sob o nome "José" García Márquez.

Gabriel García Márquez, que nasceu em 6 de março de 1927, no povoado de Aracataca, morreu em 17 de abril de 2014, na Cidade do México.

Entre suas obras mais importantes estão "O Amor nos Tempos do Cólera", "Cem Anos de Solidão" e "A Incrível e Triste História de Cândida Erêndira e sua Avó Desalmada".

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".