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Operação

Ex-primeira-dama de MT é presa por suspeita de desviar R$ 8 milhões

21 AGO 15 - 11h:44G1

A ex-primeira-dama do estado e ex-secretária de Assistência Social de Mato Grosso, Roseli Barbosa, mulher do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), foi presa nesta quinta-feira (20) em São Paulo pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), durante a operação 'Ouro de Tolo'. Ela é suspeita de liderar um esquema que teria desviado R$ 8 milhões dos cofres públicos, entre 2011 e 2014, período em que ficou à frente da pasta.

Por meio de nota, o ex-governador Silval Barbosa informou que encontrava-se em Cuiabá no momento da prisão e que embarcou para São Paulo assim que soube da prisão. “O que posso dizer é que confiamos na Justiça, mas vamos combater os excessos, pois acredito que a prisão é desnecessária, uma vez que a Roseli não participou de nenhum esquema na secretaria”, finalizou.

Roseli e outras 32 pessoas foram denunciadas em dezembro do ano passado por suspeita de integrarem um esquema na Secretaria de Assistência Social de Mato Grosso (Setas) responsável por fraudes na ordem de R$ 8 milhões, segundo o Ministério Público Estadual (MPE). O esquema foi investigado pelo MPE na operação "Arqueiro" e tinha a participação de servidores públicos e empresários, segundo o MPE.

O mandado de prisão preventiva foi cumprido na tarde de hoje, segundo o Gaeco. Além dela, também foram presos o ex-chefe de gabinete do ex-governador Silval Barbosa, Silvio Cesar Corrêa Araújo, que também foi preso durante a Operação Jurupari, em 2010, e outras duas pessoas.

Segundo o MPE, Roseli Barbosa ainda deverá ser encaminhada de São Paulo para a capital mato-grossense em um voo comercial. A previsão é que ela desembarque em Cuiabá na madrugada desta sexta-feira (21). Ela deve ser conduzida para a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, na capital, segundo a Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

Os outros três foram presos em Cuiabá. Silvio e um empresário já foram conduzidos ao Centro de Custódia de Cuiabá. Já o servidor preso foi encaminhado para o Centro de Ressocialização de Cuiabá.

Na primeira fase da fraude, de acordo com o MPE, foram criadas instituições sem fins lucrativos de fachada para firmar convênios com a Secretaria de Assistência Social. Após o recebimento do valor do convênio, a empresa ficava com 36% do valor total do contrato e repassava 40% do valor desviado à secretária Roseli Barbosa em dinheiro e 24% para o então chefe de gabinete de Silval Barbosa e para outro servidor da Setas. Esse percentual era dividido entre os dois. A propina recebida também era usada para pagamento de dívidas de campanhas eleitorais.

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