Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Internacional

Estudo mostra que países ricos enfrentam maior risco de inundações

Estudo recomenda que os países ricos façam "investimentos inteligentes"

7 AGO 15 - 13h:13Agência Brasil

Os países ricos enfrentam riscos maiores com as alterações climáticas e as atividades humanas, que tornam as populações costeiras mais vulneráveis a inundações devastadoras. A conclusão é de um estudo publicado no US Journal Science.

O resultado do estudo contraria o que há muito tempo se pensava: que os países ricos, por terem mais dinheiro para investir em infraestruturas, enfrentam menos riscos de inundação. A notícia foi divulgada hoje (7) pela Agência France Presse.

Embora as nações ricas tenham mais recursos para se proteger de cheias com a construção de barragens, por exemplo, as alterações climáticas podem aumentar a severidade e frequência das inundações e tempestades.

As alterações feitas pelo homem estão também aumentando o risco que as comunidades costeiras enfrentam. O estudo cita, como exemplo, a produção agrícola que pode provocar erosão e reduzir as proteções naturais em relação a inundações.

Os investigadores calcularam os desafios que mais de 340 milhões de pessoas podem enfrentar em 48 comunidades costeiras em todo o mundo e sinalizaram a foz dos rios Mississippi (nos Estados Unidos) e Reno (que corta vários países europeus) como potencialmente vulneráveis, afirmando que, em alguns casos, o risco pode ser multiplicado por quatro ou oito vezes.

O estudo afirma ainda que as obras de infraestrutura são essenciais para prevenir as inundações e recomenda que os países ricos façam "investimentos inteligentes já". “Habilidade econômica e decisões para aplicar soluções de engenharia serão fatores-chave em determinar quão sustentáveis se tornarão a foz dos rios, a longo prazo”, afirma o estudo.

Em um editorial, também publicado no US Journal Science, os investigadores Stijn Temmerman, da Universidade de Antuérpia, e Matthew Kirwan, do Instituto de Ciência Marinha da Virgínia, afirmaram que as comunidades costeiras têm de planejar estratégias para diminuir os riscos de inundações, sugerindo que a opção "é restaurar sedimentos na foz dos rios".

Dados recentes estimam que até 2050, se o nível do mar continuar subindo no ritmo atual, as inundações serão mais frequentes e poderão custar mais de US$ 10 bilhões anuais, causando sérios danos em 136 grandes cidades costeiras do mundo.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

BRASIL

MPF pede suspensão de urgência em concurso da Polícia Rodoviária Federal

BRASIL

Revalida terá duas edições por ano

Após conseguir semiaberto, goleiro Bruno pode deixar prisão a qualquer momento
BRASIL

Após conseguir semiaberto, goleiro Bruno pode deixar prisão a qualquer momento

TRAGÉDIA

Última sobrevivente da tragédia de Brumadinho internada recebe alta

Mais Lidas