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Em entrevista, Dilma diz que não cogita renunciar

13 AGO 15 - 07h:00JORNAL DO BRASIL

Em entrevista exclusiva ao jornalista Kennedy Alencar, do SBT, a presidente Dilma Rousseff disse que jamais cogitou renunciar ao cargo. "Jamais cogitei renunciar. Não é possível que alguém discorda de um processo e pretenda tirar um representante legitimamente eleito pelo voto. Temos que aprender que democracia exige respeito às instituições. Não é para o meu caso, é para todos os que vierem depois de mim", enfatizou. 

Ela também admitiu que pode ter cometido erros ao longo do seu mandato. "Eu acho que sou humana e posso ter cometido vários erros, mas esses não foram aqueles de que me acusam".

Dilma considera as manifestações programadas para domingo como "normais". "Mas é preciso evitar intolerância", adverte. "Temos que ser capazes de conviver com as diferenças. Com posições que não são as mesmas e com situações difíceis. Mas a intolerância não tem solução, ela divide um país, transforma alguns atos em processos que levam à violência. em processo de intolerância como nunca vistos no país. Não acredito em um Brasil fascista, porque este país é composto de várias etnias", afirmou a presidente.

A presidente também respondeu à pergunta, se vê uma tentativa de golpe: "A cultura de golpe existe, mas não tem condições materiais de ocorrer". 

Na segunda parte da entrevista, Dilma Rousseff falou sobre a Operação Lava Jato. Ela disse que respeita decisões judiciais. "Não posso julgar nem ter atitude de avaliação ou de criminalização. Defendo a independência do MP, a autonomia da Polícia Federal, as decisões judiciais. Mas também tenho de defender o direito de defesa. Que se investigue e se puna, mas nada arbitrário, como tem que ser feito numa democracia".

Dilma também falou sobre as chamadas "pautas-bomba" no Congresso Nacional. "Acredito que essa rebelião na Câmara tende a ser vista com uma certa diferença. Eu não acredito que a chamada pauta-bomba vai proliferar no Congresso. Acho que o Congresso tem tradição de estar habituado ao ritmo do país".

A presidente da República adiantou que vários temas importantes para o país estão no radar do governo. "Não vou adiantar medidas que ainda não estão prontas. Mas várias medidas de reformas micro e macroeconômicas estão no radar do governo".

Dilma não quis responder à pergunta se teria força para barrar um eventual pedido de abertura de impeachment.

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