Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Assine a Newsletter

Política

Dilma pede que Senado seja 'poder moderador' e critica pautas-bomba

11 AGO 15 - 07h:14DA REDAÇÃO

A presidente Dilma Rousseff reuniu nesta segunda-feira (10), em jantar no Palácio da Alvorada, 21 de seus ministros de Estado e 43 senadores de sua base aliada para pedir que o Senado atue como "poder moderador" diante das chamadas "pautas-bomba", consideradas por ela medidas "não apenas contra o governo, mas contra o Brasil".

Dilma aposta no Senado como "Casa revisora" dos projetos aprovados pela Câmara que aumentam os gastos da União e prejudicam o ajuste fiscal do governo.

Segundo a presidente, o Senado precisa funcionar como um "espaço de equilíbrio", "para se refletir melhor". "Se isso continuar [a aprovação das pautas-bomba], vai comprometer a economia além desse governo", disse Dilma.

A presidente reconheceu mais uma vez o momento difícil pelo qual passa o país, mas disse acreditar que logo o governo vai superar essa fase.

Ao lado dos ministros da equipe econômica, Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento), Dilma pediu que os senadores impeçam a aprovação final dessas pautas e votem a desoneração da folha de pagamento, última medida do ajuste que ainda precisa ser apreciada pelo Congresso.

Horas antes do jantar, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), comprometeu-se a votar a desoneração depois que a Casa apresentou como fatura ao governo um pacote para desburocratizar a economia.

A chamada "agenda Brasil" foi entregue aos ministros de Dilma com dezenas de itens, entre eles a regulamentação da terceirização; a reforma da lei de licitações e uma lei de responsabilidade fiscal específica para as empresas estatais. Há, ainda, o compromisso de o Palácio do Planalto assinar um termo de ajustamento de conduta (TAC, no jargão da administração pública) comprometendo-se a não praticar mais pedaladas fiscais daqui por diante.

Os ministros Levy, Barbosa, Eduardo Braga (Minas e Energia) e Edinho Silva (Comunicação Social) receberam das mãos de Renan a agenda, apesar de terem ali diversas propostas polêmicas aos olhos de Dilma e do PT, como a possibilidade de cobrança do SUS (Sistema Único de Saúde) por faixa de renda e a adoção de uma idade mínima na aposentadoria.
Durante o jantar, Dilma foi questionada sobre a pauta de Renan, mas afirmou ter recebido apenas "um rascunho inicial" das propostas e, segundo relatos de participantes da reunião, não se estendeu nos comentários.

O presidente do Senado foi convidado para o jantar com Dilma, mas disse a aliados que não seria de bom tom comparecer a um encontro em que a presidente pediria apoio à base e poderia falar da agenda apresentada por ele.

Nos bastidores, senadores ressaltaram a ausência de Delcídio Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, que alegou "problemas pessoais" para não participar do encontro.
Os parlamentares elogiaram o cordeiro servido como prato principal, mas reclamaram que não teve sobremesa. "Nem para adoçar o momento. Também entramos na dieta", brincou um dos presentes em referência ao rigoroso regime de Dilma.

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

ERRO NO ALVARÁ

Justiça solta por engano ex-deputados estaduais do Rio

Comitê da Câmara aprova impeachment de Trump
PRESIDENTE DOS EUA

Comitê da Câmara aprova impeachment de Trump

Senado aprova Lei Romeo Mion, voltada para pessoas com autismo
CARTEIRA DE IDENTIFICAÇÃO

Senado aprova Lei Romeo Mion, voltada para pessoas com autismo

PRIMEIRA INSTÂNCIA

TRF-4 nega recurso de Lula para anular provas no caso do Instituto

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião