Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

na justiça

Dezoito manifestantes detidos em
protesto contra Temer viram réus

28 AGO 2017Por FOLHAPRESS23h:00

Dezoito manifestantes que foram detidos antes de um protesto contra o impeachment de Dilma Rousseff, em setembro de 2016, se tornaram réus na Justiça de São Paulo sob a acusação de associação criminosa e corrupção de menores.

O caso se tornou conhecido pela presença, junto ao grupo de detidos naquela ocasião, de um militar infiltrado do Exército. William Pina Botelho, à época capitão e que se apresentava como "Baltazar Nunes", não está entre os réus.

O processo, aberto neste mês, tramita sob segredo de Justiça, e os nomes dos acusados não foram divulgados. A informação foi antecipada pelo site G1.

A denúncia (acusação formal) do Ministério Público havia sido oferecida no fim de 2016 pelo promotor Fernando Albuquerque Soares de Souza, que também não se manifesta sobre o caso.

A peça dizia que o grupo se associou para danificar patrimônio e agredir policiais militares. Além dos 18 manifestantes, três menores de idade foram apreendidos na ocasião, no Centro Cultural São Paulo (região central de São Paulo).

REVEZAMENTO DA TOCHA

Diante da repercussão do caso e de questionamentos do deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP), o Ministério da Defesa e o Exército afirmaram em novembro passado que o capitão foi incluído em uma atividade de "monitoramento" porque o revezamento da tocha paraolímpica ocorreria também no mesmo dia na avenida Paulista, onde os manifestantes anti-impeachment iriam se reunir.

"Buscou-se acompanhar as possíveis ameaças à sua realização", dizia texto assinado pelo general Tomás Ribeiro Paiva.

Os manifestantes disseram à época que o militar chegou ao grupo por meio do aplicativo de relacionamentos Tinder.

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