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Campo Grande - MS, quarta, 21 de novembro de 2018

Consumo

Consumo cresce 1,4% no segundo trimestre

A inflação mais baixa, a queda na taxa de juros e os saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) impulsionaram os gastos das famílias

1 SET 2017Por G110h:43

O consumo das famílias cresceu 1,4% no segundo trimestre, em relação aos três meses anteriores, de acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse movimento ainda é tímido, mas contribuiu para uma alta de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo.

A inflação mais baixa, a queda na taxa de juros e os saques das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) impulsionaram os gastos das famílias, de acordo com economistas.

Os saques das contas inativas do FGTS injetaram R$ 44 bilhões na economia entre março e julho deste ano. O Ministério do Planejamento chegou a prever que esse valor acrescentaria 0,61 ponto percentual ao PIB de 2017, evitando o terceiro ano seguido de tombo da economia.

Apesar da retomada do crescimento, o consumo das famílias ainda é tímido comparado aos tempos de bonança da economia. Muitos brasileiros ainda estão usando sua renda para quitar dívidas e guardar dinheiro para um futuro ainda indefinido.

Dívidas

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), feito em julho, mostra que o principal destino do FGTS inativo foi para quitar dívidas (37,6%). Em seguida, vem a aplicação em poupança (30%) e só depois o consumo (27,8%).

Segundo a FGV, o efeito do FGTS pode perdurar ao longo dos próximos anos, à medida que as famílias se sintam mais à vontade para gastar. Por enquanto, o impulso não acelerou de forma significativa o ajuste financeiro das famílias.

Peso no PIB
O consumo das famílias tem forte peso no PIB brasileiro, de 64%. Isso faz com que qualquer mínima recuperação no setor tenha reflexo importante na economia como um todo, explica o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale. “O consumo tem que voltar a crescer para o resto da economia começar a reagir”, diz.

A demanda das famílias é o componente mais importante do bolo que também é dividido pelos gastos do governo, investimentos em bens de capital (máquinas e equipamentos) e comércio exterior. É ele que sustenta o crescimento do setor de serviços, o principal segmento do PIB pelo lado da oferta, que também voltou a crescer após 9 trimestres de retração.

Para sustentar a alta do consumo de forma consistente, os investimentos em bens de capital precisariam voltar a crescer, o que ainda não aconteceu, lembra Vale.

Sem essa contrapartida, a capacidade instalada da indústria fica menos ociosa e precisará de uma expansão se o consumo continuar a crescer para evitar pressionar a inflação para cima. Uma eventual alta de preços compromete a expansão do consumo.

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