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REFUGIADOS

Chefe do Acnur cobra do Brasil
promessa de receber mais sírios

Chefe do Acnur cobra do Brasil
promessa de receber mais sírios

PATRÍCIA CAMPOS MELLO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

22/02/2018 - 08h26
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O alto comissário da ONU para refugiados, Filippo Grandi, reuniu-se com o presidente Michel Temer na segunda (19) e cobrou do Brasil a promessa de receber mais refugiados sírios.

"Quando o presidente Temer esteve em Nova York, em 2016, ele se comprometeu a receber 3.000 sírios no Brasil em um programa de assentamento", disse Grandi, em entrevista exclusiva à Folha, nesta quarta (21).

"Mas havia outras prioridades no Brasil, crise política, e o programa ficou em segundo plano. Precisamos implementar esse programa, é um pedido que faço ao Brasil de forma enfática, por favor, cumpram essa promessa."

Grandi se referia à promessa feita por Temer na cúpula para refugiados da ONU, em setembro de 2016. O chefe da Agência da ONU para refugiados (Acnur) também frisou a necessidade de acelerar a concessão de refúgio a venezuelanos no Brasil.

Pergunta - Os milhares de venezuelanos que estão vindo para o Brasil podem ser considerados refugiados ou são migrantes econômicos?
Filippo Grandi - Os venezuelanos estão deixando seu país por diferentes razões, alguns estão pedindo refúgio, trata-se de uma decisão deles.
No Brasil, 24 mil pediram refúgio e, na região, 130 mil. Alguns são beneficiados por alternativas como autorização de residência do Mercosul.
O importante é garantir que as pessoas tenham proteção e sejam acolhidas. É claro que, para esses 24 mil que pediram refúgio, esperamos que o processo seja agilizado. O aumento nos pedidos sempre representa um desafio, e estamos aqui para oferecer ajuda.

Segundo alguns cálculos, levaria mais de 20 anos para processar todos os pedidos de refúgio hoje no Conare [Comitê Nacional para os Refugiados, ligado ao Ministério da Justiça]...
- Se os números continuarem substanciais, haverá necessidade de aumentar a capacidade do Conare, eu me reuni com o ministro [da Justiça, Torquato] Jardim e falei sobre isso. É algo que precisa ser solucionado, mas não acho que seja má vontade de Brasília, só é preciso organizar.
Temer disse que gostaria de ter apoio internacional para isso, e eu concordo totalmente, estamos buscando ajuda de outros governos. Alguns venezuelanos vão querer voltar para suas casas, mas, para aqueles que querem ou precisam ficar aqui, é preciso integrá-los, e isso significa serviços, empregos, aceitação da comunidade local.
Roraima não é um Estado rico, nós apoiamos o programa de interiorização.

Quando vieram milhares de haitianos para o Brasil, em 2014 e 2015, houve uma interiorização desorganizada, o governo do Acre colocou os migrantes em ônibus e despachou para outros Estados, sem nem avisar.
- Sim, a primeira fase foi desorganizada, mas em uma segunda fase essa interiorização foi muito bem sucedida.
Integração sempre é um desafio, o clima político aqui ainda está favorável, mas sempre há pessoas que se opõem, se sentem ameaçadas, então é preciso sermos cautelosos.

O senhor elogiou a iniciativa do governo brasileiro de conceder vistos humanitários para pessoas afetadas pela guerra da Síria.
- Sim, é muito positiva. No entanto, o visto humanitário é um programa parcial, as pessoas precisam pagar por suas passagens aéreas, ou achar alguém que pague.
Quando o presidente Temer esteve em Nova York, em 2016, ele se comprometeu a receber 3.000 sírios no Brasil em um programa de assentamento. É importante reassentar, porque manda um sinal positivo para países como Líbano e Jordânia, que abrigam milhões de refugiados.
Mas havia outras prioridades no Brasil, crise política, e o programa ficou em segundo plano. O objetivo da minha visita é encorajar o Brasil a retomar o programa, que é mais complexo que vistos humanitários. Precisamos implementar esse programa, é um pedido que faço ao Brasil de forma enfática, por favor, cumpram a promessa.
Há países como Canadá e Reino Unidos dispostos a financiar programas em outros países, é do interesse de todos ter mais países dispostos a isso. O anúncio foi feito há dois anos, eu disse ao ministro Jardim que precisamos acelerar. E, além disso, também há o comprometimento de receber gente da América Central, eles costumavam ir para os EUA, agora está mais difícil, seria bom se alguns pudessem vir para cá.

O número de refugiados reassentados nos EUA caiu de 95 mil em 2016 para 29 mil em 2017. Quais são os efeitos?
- Perdemos metade de nossas "vagas" globais para reassentamento. Não queremos substituir os EUA, queremos que eles voltem a reassentar mais. Mas, no momento, estamos desesperados, precisamos que mais países ajudem. Sei que o Brasil enfrenta desafios, mas o país tem ambições de ter um papel global.

ADOTE!

Primeira feira de adoção do ano tem cães e gatos à espera de um lar

Fim de semana terá duas feiras de adoção, sendo uma no sábado (7) e outra no domingo (8)

05/02/2026 11h45

Gatinhos disponíveis para adoção neste fim de semana

Gatinhos disponíveis para adoção neste fim de semana DIVULGAÇÃO/Cobasi

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Feiras de adoção de animais estão de volta e abrem a temporada de 2026.

Haverá duas feiras de adoção neste fim de semana, sendo uma no sábado (7) e outra no domingo (8). Confira:

SÁBADO, 7 DE FEVEREIRO

  • Local: Cobasi
  • Endereço: Avenida Afonso Pena, número 3665, Centro
  • Horário: 9h às 15h
  • Data: sábado, 7 de fevereiro
  • Pets: 15 cães e gatos filhotes resgatados em situação de abandono e maus-tratos
  • Os animais estão vermifugados

DOMINGO, 8 DE FEVEREIRO

  • Local: Praça Bolívia
  • Endereço: Rua das Garças com Aníbal de Mendonça, bairro Coophafé, em Campo Grande
  • Horário: a partir das 9h
  • Data: domingo, 8 de fevereiro de 2026
  • Pets: cães e gatos resgatados em situação de abandono e maus-tratos
  • Os animais estão vermifugados

Interessados em adotar um animal devem apresentar documento oficial com foto e comprovante de residência. Também é importante levar coleira ou caixa de transporte.

O objetivo é encontrar um novo lar para animais que foram resgatados em situação de abandono e maus-tratos, além de oferecer uma nova oportunidade para cães que sofreram no passado, mas que agora estão prontos para viver em um lar cheio de carinho e responsabilidade.

SRD

Os animais vira-latas, também conhecidos como SRD (sem raça definida), são os pets mais comuns entre os adotados pelos brasileiros.

Espertos, agitados, cheios de amor, carinhosos e fiéis aos seus tutores, estão presentes na maioria dos lares do país. Mas, são os que mais sofrem abandono e maus-tratos.

O dia do cachorro vira-lata é celebrado, anualmente, em 31 de julho.

Segundo censo realizado pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em 2021, a estimativa de animais em situação de abandono naquele ano, em Campo Grande, foi de aproximadamente 12.500.

Dê uma chance a um animal de rua. Não compre, adote!

TRAGÉDIA

Após matar amigo a facadas em restaurante, homem se entrega à polícia

Crime ocorreu no estacionamento de um restaurante na saída para Paranaíba; vítima foi atingida por ao menos seis golpes após desentendimento iniciado horas antes

05/02/2026 11h25

O homicídio foi iniciado a partir de um conflito horas antes do crime

O homicídio foi iniciado a partir de um conflito horas antes do crime Divulgação

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O homem acusado de matar a facadas Eivayner Paula da Silva, de 29 anos, na manhã desta quarta-feira (5), em Cassilândia, se entregou à Polícia Militar na tarde do mesmo dia. O crime ocorreu no estacionamento de um restaurante localizado na avenida Presidente Dutra, na saída para Paranaíba. 

Conforme noticiado pelo portal  Cassilândia Notícias, a Polícia Militar informou que o acusado apresentou-se espontaneamente e foi encaminhado à Santa Casa de Misericórdia de Cassilândia para a realização de exame de corpo de delito. Em seguida, o caso foi encaminhado à Polícia Civil.

De acordo com o relato do sargento Magalhães, da PM, o homicídio foi iniciado a partir de um conflito horas antes do crime. Autor e vítima estiveram juntos em uma casa de prostituição, onde houve um desentendimento comercial relacionado ao valor da consumação. No local, o acusado teria sido agredido pela vítima e pelo proprietário do estabelecimento.

Após o episódio, os dois chegaram ao restaurante por volta das 5h28. Imagens de câmeras de segurança mostram que, inicialmente, ambos conversavam no balcão de forma aparentemente amistosa. No entanto, ao se dirigirem ao estacionamento, uma nova discussão teve início.

Ainda conforme as imagens e o relato policial, o acusado foi até o próprio veículo, pegou um canivete e desferiu o primeiro golpe contra a vítima. Mesmo após Eivayner cair no chão, o homem continuou a atacar, totalizando cerca de seis ou sete perfurações. Em seguida, fugiu do local.

Após o crime, o suspeito procurou atendimento médico na Santa Casa, onde teria mentido sobre a origem dos ferimentos que apresentava. Logo depois, deixou a cidade. Informações da Polícia Rodoviária Federal indicam que ele passou pelo posto de Paranaíba por volta das 6h, seguindo em direção ao estado de São Paulo.

Já no período da tarde, o homem retornou a Cassilândia e se entregou à polícia. O delegado responsável pelo caso, Rodrigo de Freitas, informou que estava relatando o auto de prisão em flagrante. O acusado deverá passar por audiência de custódia, quando a Justiça decidirá sobre a manutenção ou não da prisão.

A Polícia Civil segue investigando o caso. 

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