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CCJ deve votar prisão em segunda instância na terça-feira

CCJ deve votar prisão em segunda instância na terça-feira

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) tem reunião marcada para a terça-feira (10), às 10h, com apenas três itens na pauta. Um deles é o projeto que regulamenta a prisão após a condenação em segunda instância (PLS 166/2018). Há ainda duas propostas de emenda à Constituição (PEC): a que autoriza a transferência de recursos aos entes federativos mediante emendas ao projeto da lei orçamentária anual (PEC 48/2019) e a chamada PEC Emergencial (PEC 186/2019), encaminhada pelo governo.

Prisão em 2ª instância

Do senador Lasier Martins (Podemos-RS), o projeto que possibilita a prisão após decisão em segunda instância recebeu parecer favorável da relatora, senadora Juíza Selma (Podemos-MT), na forma de um substitutivo. O texto, que altera o Código de Processo Penal (CPP – DL 3.689, de 1941), foi elaborado após articulação entre alguns senadores e o ministro da Justiça, Sergio Moro. Atualmente, o artigo 283 do CPP determina que que "ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva".

Na versão apresentada na comissão, essa prisão poderia acontecer “em decorrência de condenação criminal por órgão colegiado”. O projeto também altera a redação de outros trechos do CCP para permitir que o tribunal determine execução provisória de penas privativas de liberdade sem prejuízo do conhecimento de recursos que venham a ser apresentados. Na prática, isso abre a possibilidade para a prisão após condenação em segunda instância.

O projeto tramita em caráter terminativo. Se aprovado na CCJ e não houver recurso para o Plenário, a matéria será encaminhada direto para a análise da Câmara dos Deputados.

PEC Emergencial

A PEC Emergencial (186/2019) faz parte do Plano Mais Brasil — um pacote de medidas do governo para cortar gastos e garantir equilíbrio fiscal, com objetivo de promover crescimento econômico. O objetivo principal da PEC é a contenção do crescimento das despesas obrigatórias para todos os níveis de governo, de forma a viabilizar o gradual ajuste fiscal.

A proposta prevê gatilhos, em caso de situação fiscal grave, e uma série de medidas para conter os gastos públicos. Entre as medidas de ajuste, está a inclusão das despesas com pensionistas no limite de despesas com pessoal. Também será suspensa a criação de despesas obrigatórias e de benefícios tributários. Algumas medidas atingem os servidores: suspensão de progressão na carreira, proibição de concursos, vedação a pagamento de certas vantagens e redução da jornada com redução de salário (em até 25%). Conforme estabelecido pelo texto da PEC, o valor de 25% dessa economia será direcionado a projetos de infraestrutura.

O relator da matéria, senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), apresentou um substitutivo para promover “diversos ajustes de redação e de técnica legislativa em seus dispositivos, bem como operar algumas mudanças pontuais em seu conteúdo”. Alguns artigos foram juntados, outros desdobrados e outros renumerados, para dar mais clareza ao texto. Ele informou que foram apresentadas 16 emendas, das quais aproveitou o conteúdo de quatro, de forma total ou parcial.

PEC da transferência

Também consta da pautada CCJ a PEC 48/2019, que permite a transferência direta de dinheiro federal para estados, Distrito Federal e municípios por meio de emendas parlamentares individuais ao projeto da lei orçamentária anual (LOA). A PEC 48 é originada da PEC 61/2015, da ex-senadora e atual deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), aprovada pelo Senado no último mês de abril. Como a PEC foi modificada pelos deputados, teve de retornar para o Senado. Na CCJ, a matéria é relatada pelo senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que emitiu parecer favorável à PEC.

CAIÇARA, CAMPO GRANDE (MS)

Morador denuncia buraqueira na frente de casa: "saio da garagem e caio direto no buraco"

Campo-grandenses comparam vias com "peneiras", de tantos buracos que têm

21/04/2026 12h30

Buraco próximo ao meio-fio, na garagem da casa

Buraco próximo ao meio-fio, na garagem da casa Foto: Valdirene Alves

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O problema crônico dos buracos no asfalto continua em Campo Grande. Passa ano, passa mês, passa estação e a buraqueira continua.

É só dar uma volta pelas ruas da Capital que é fácil de encontrar um buraco. A situação é tão precária que moradores comparam vias com “peneiras”, de tantos buracos que têm.

O acúmulo de água associado à movimentação de carros, principalmente veículos mais pesados, facilitam as aberturas no asfalto.

O asfalto está uma “peneira” na frente da casa de Valdirene Alves, que mora na rua dos Arquitetos, bairro Caiçara, na Capital.

Segundo a moradora, o carro sai da garagem e o pneu cai direto no buraco, o que já estragou a roda. Ela teve que desembolsar R$ 150 para reparar o dano.

A cada chuva, o buraco cresce e afunda mais. Veja as fotos:

“Saio da garagem com o carro e caio direto no buraco. O pneu não vê nem o asfalto, ele vê o buraco logo de cara. Faz meses que está essa buraqueira na frente da minha casa. A cada chuva só piora. Gostaria que o serviço de tapa-buraco viesse na minha rua”, disse a moradora.

A opção que campo-grandenses têm encontrado para ‘fugir’ dos buracos é completá-los com terra, areia, pedra, ou até mesmo cimento.

Por outro lado, há quem prefere prevenir acidentes e opta por sinalizar com galhos, paus, madeiras e outros objetos.

Motoristas fazem manobras para desviar dessas aberturas e, muitas vezes, precisam invadir a contramão da via para evitar que o pneu do veículo caia dentro do orifício. Mas, neste caso, o condutor pode estar cometendo uma infração de trânsito.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a multa para quem anda na contramão em vias de sentido duplo é de R$ 195,23 e o motorista ainda leva cinco pontos na carteira devido à infração grave.

DANOS PARA O CARRO

Buracos podem causar prejuízos para o veículo. Para perceber que algo deu errado, basta perceber vibração no volante, carro puxando para um lado, barulhos ao passar em lombadas ou direção “solta”/instável.

Os principais danos são em:

Pneus

  • Estouro imediato ao cair em buracos mais profundos
  • Bolhas laterais (o pneu fica “ovulado”)
  • Corte ou desgaste irregular

Rodas (aros)

  • Amassamento ou trinca, principalmente em rodas de liga leve
  • Desbalanceamento, causando vibração ao dirigir

Suspensão

  • Danos em componentes como amortecedores, molas e bandejas
  • Folgas que geram barulhos e perda de estabilidade

Alinhamento e direção

  • Desalinhamento do carro (volante puxando para um lado)
  • Desgaste irregular dos pneus
  • Problemas na caixa de direção

Parte inferior do carro

  • Raspagem ou quebra de proteções do motor (cárter)
  • Possível dano ao próprio motor se o impacto for forte

Freios

  • Em casos mais severos, pode afetar discos ou sensores

SERVIÇO TAPA-BURACO

A Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) realiza serviço de “tapa-buracos” - operação de manutenção de vias pavimentadas - durante todo o ano. O órgão responsável pela atividade é a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP).

Porém, no verão, o serviço é desacelerado, por conta da chuva. A partir de março/abril, com fim das chuvas, o serviço é restabelecido.

Vale ressaltar que vias com passagem de transporte coletivo e ruas com intenso tráfego de veículos são os mais priorizados. 

 O Correio do Estado entrou em contato com a PMCG para saber quando o serviço passará pela rua da entrevistada, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

Para solicitar o fechamento de um buraco, a população pode acionar equipes da Sisep, através do número 156.

Violência

Bebê é encontrado morto dentro de lixeira em MS

Corpo foi localizado por coletores durante a madrugada no Jardim Primavera; caso é investigado

21/04/2026 11h00

Área foi isolada após trabalhadores da limpeza urbana encontrarem o corpo da criança

Área foi isolada após trabalhadores da limpeza urbana encontrarem o corpo da criança Divulgação

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Um caso de extrema violência e que gerou forte comoção foi registrado na madrugada desta terça-feira (21), em Ponta Porã, município localizado na região de fronteira com o Paraguai. Um bebê foi encontrado morto dentro de uma lixeira no bairro Jardim Primavera.

De acordo com o portal Ponta Porã News, o corpo foi localizado por coletores de lixo que realizavam o serviço de rotina nas primeiras horas do dia. Ao perceberem a situação, os trabalhadores acionaram imediatamente a Polícia Militar, que isolou a área para o início dos procedimentos.

Equipes da perícia técnica estiveram no local para levantamento de informações que possam ajudar a esclarecer o caso. Após os trabalhos, o corpo da criança foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames que devem apontar a causa da morte, além de auxiliar na identificação.

A Polícia Civil abriu investigação e busca elementos que levem à identificação dos responsáveis. Até o momento, não foram divulgados detalhes como o sexo, a idade do bebê ou possíveis suspeitos envolvidos.

O caso segue sob apuração.

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