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Balança Comercial

Brasil tem superávit recorde na balança comercial em maio

As exportações aumentaram 13% e as importações 9% em valor entre maio de 2017 e 2016

20 JUN 17 - 10h:33Istoé

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou um superávit de US$ 7,6 bilhões na balança comercial em maio; novo recorde histórico mensal. O resultado levou a um saldo acumulado no ano de US$ 29 bilhões. A instituição alerta para a contínua dependência das commodities, apesar do setor externo seguir como um ponto positivo na conjuntura macroeconômica.

As exportações aumentaram 13% e as importações 9% em valor entre maio de 2017 e 2016. As exportações de soja, minério de ferro e petróleo explicaram 20%, 8,3% e 5,5% do total exportado no mês de maio, respectivamente.

A instituição chama atenção para o elevado crescimento em valor das vendas de petróleo (103%) na comparação entre maio de 2017 e maio de 2016. Nas manufaturas, o destaque foi a exportação de automóveis que representa 3,1% do total das exportações de maio tendo tido um crescimento de 60% em relação a maio de 2016.

Do lado das importações, os resultados em valor registraram aumento em todas as categorias de uso, exceto a de bens de capital com queda de 17% entre maio de 2017 e maio de 2016.

De acordo com a FGV, o bom desempenho das exportações na comparação entre os acumulados do ano até maio de 2017 e 2016 foi liderado pelo aumento nos preços (+13%), seguido de uma variação positiva (+9%) no volume exportado. Para as importações, os preços caíram 1,6% e o volume aumentou em 13% nessa mesma base de comparação.

Em maio, dos três principais produtos exportados pelo País, registraram aumento significativo na quantidade exportada a soja em grão (10,5%) e o petróleo bruto (50%), enquanto o volume embarcado do minério de ferro recuou 1,4%. Entre as principais commodities, o aumento de preços foi liderado pelo petróleo (35,4%), seguido do minério de ferro (19,2%), laminados planos (16%) e suco de laranja (13%).

Nas importações, a variação mensal no volume importado entre maio de 2017 e 2016 foi de 6,2% e nos preços de 3,2%. A FGV aponta que o ritmo de crescimento nas importações, entretanto, mostra uma nítida tendência à queda, enquanto nas exportações, essa tendência é menos acentuada.

De acordo com a instituição, o setor externo continua a ser um dos pontos favoráveis na análise da conjuntura macroeconômica, do ponto de vista da balança comercial, com superávits entre US$ 55 bilhões e US$ 60 bilhões integrando as estimativas dos analistas. No entanto, a FGV alerta que do ponto de vista da análise do comércio exterior como um dos canais para o crescimento econômico do país, os resultados requerem uma “qualificação do otimismo”.

 

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