Cidades

NOVO CÓDIGO

Bolívia vive onda de protestos
após decreto de Morales

Texto foi proposto em dezembro de 2017 prevê série de mudanças

Izabela Jornada

19/01/2018 - 12h09
Continue lendo...

Lideranças religiosas, médicos, imprensa entre outros profissionais bolivianos reclamam do novo código do Sistema Criminal do presidente da Bolívia, Evo Morales. No decreto, que foi proposto em dezembro por Morales, o presidente da Bolívia prevê série de mudanças na legislação do país.

Uma delas diz respeito a líderes religiosos, onde Morales caracteriza como crime “o recrutamento de pessoas para participação em organizações religiosas ou de culto”, prevendo prisão de 7 a 12 anos para quem for pego evangelizando. A proibição pode ser encontrada no artigo 88 no 12º parágrafo do decreto.

Além dos religiosos, outro grupo que tem protestado contra o decreto são os funcionários públicos e privados da rede de saúde da Bolívia.

Eles paralisaram, de forma parcial, os atendimentos devido a aprovação do artigo 205 do novo Código Penal do país, que penaliza médicos e funcionários do setor por práticas negligentes – que seriam julgados por um novo órgão regulamentador do governo.

As manifestações iniciaram ao final de novembro, quando projeto de alteração da regulamentação médica foi apresentado ao Senado. A ministra da Saúde, Ariana Campero, solicitou o retorno das atividades médicas, temendo uma crise no setor de saúde do país - apelo que também foi feito pela ONU e pela Igreja Católica. Como contraponto, os líderes sindicalistas exigem conversa com o presidente Evo Morales para resolução do problema. A informação é do Jornal do Comércio.

No início deste mês os protestos retornaram e no dia 09 de janeiro, os servidores da saúde, com ajuda de caminhoneiros, fecharam a fronteira entre Bolívia e Brasil, na região de Corumbá. Os protestos ocorreram na Ponte da Amizade.

No dia 08 de janeiro, além dos evangélicos, advogados e jornalistas também se uniram, na Capital La Paz, para protestar contra o Novo Código do Sistema Criminal que acaba com a liberdade de imprensa nos artigos 309, 310 e 311, que tratam de “injúria e difamação”. Se aprovado, os meios de comunicação ficarão proibidos de fazer denúncias contra o governo e os políticos bolivianos. 

O texto do novo código, provocando uma série de mudanças na legislação boliviana, deve ser aprovado em breve. 

Católicos e evangélicos unidos

Representantes católicos e evangélicos estão se unindo e buscando apoio para impedir que o texto seja aprovado. Ainda de acordo com o Jornal o Comércio, entre os atos programados, um grupo de representantes da associação Igrejas Evangélicas Unidas fez um ato em frente ao Palácio do Governo e à Assembleia Legislativa e divulgou uma declaração onde exigem “a revogação total do Novo Código do Sistema Criminal”. 

A Conferência Episcopal Boliviana (CEB), através da assessora jurídica Susana Inch, disse que a Igreja Católica está bastante preocupada com a decisão do governo boliviano.  “Há uma forte preocupação na Igreja Católica e em todas as instâncias religiosas por causa do conjunto de leis que estão gerando ambiguidades, onde os direitos fundamentais das pessoas podem ser afetados… resultando em uma perseguição injustificada”. 

Controle absoluto do Estado 

Ao defender o Novo Código, o Governo de Evo Morales diz que a liberdade de expressão (seja ela religiosa ou na imprensa) é uma “concessão de Estado”, logo, ele poderia controlar esse direito.

fronteira

Receita Federal apreende 5,3 kg de droga impregnada em camisetas

Roupas foram engomadas com cloridrato de cocaína e cachorro ajudou na indicação da presença do entorpecente

18/06/2026 17h59

Roupas foram engomadas com cloridrato de cocaína

Roupas foram engomadas com cloridrato de cocaína Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Apreensão de drogas tornou-se uma rotina na fronteira de Corumbá com Puerto Quijaro (Bolívia), onde ônibus clandestinos de turismo transportam diariamente “mulas” do tráfico, que engolem cápsulas ou carregam o entorpecente em malas ou ocultam na roupa do corpo.

Ao meio-dia desta quinta-feira, agentes da Receita Federal se depararam com novo modus operandi: camisetas engomadas com substância analógica à cocaína. A identificação e apreensão da droga (5,3 quilos) ocorreu durante fiscalização no Posto Esdras, localizado próximo à fronteira, com auxílio de um cão farejador.

Uma mala abandonada no interior de um ônibus de transporte interestadual chamou a atenção dos agentes, com o animal indicando presença de entorpecente. A análise preliminar confirmou a suspeita: peças de vestuário, com características de destinação comercial, haviam sido engomadas com cloridrato de cocaína, apresentando manchas.

“Trata-se de uma técnica utilizada para dificultar a detecção e o transporte do entorpecente”, informou a Alfândega da Receita Federal em Corumbá, em nota.

O dono da mala (não etiquetada) não foi localizado. O material apreendido foi encaminhado à delegacia local da Polícia Federal.

Mercado Clandestino

Vigilância queima 1 tonelada de canetas emagrecedoras e esteróides irregulares em Dourados

Os produtos foram apreendidos em operações nos centros de distribuição dos Correios em todo o Estado

18/06/2026 17h45

Operação Visa Protege já apreendeu mais de 20 mil produtos irregulares

Operação Visa Protege já apreendeu mais de 20 mil produtos irregulares Divulgação/SES

Continue Lendo...

A Vigilância Sanitária de Mato Grosso do Sul (CVISA) realizou a incineração de quase uma tonelada de medicamentos e produtos irregulares que foram apreendidos durante fiscalizações em todo o Estado. 

A queima dos produtos aconteceu nesta quinta-feira (19), no município de Dourados, para dar fim a medicamentos emagrecedores do tipo GLP-1, canetas emagrecedores, peptídeos para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira, que não possuam comprovação de procedência ou registro e regularização junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Os itens que foram destruídos foram recolhidos em operações da CVISA em centros de triagem e distribuição dos Correios e em transportadoras que atuam em Mato Grosso do Sul. 

Desde o mês de fevereiro de 2026, as ações já resultaram nno recolhimento e apreensão de mais de 20 mil produtor irregulares, um prejuízo estimado em mais de R$ 15 milhões. 

Para o gerente da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo, a incineração dos produtos ilegais marca uma nova etapa no enfrentamento ao comércio de medicamentos contrabandeados. 

“Em apenas quatro meses de operação, alcançamos um volume de apreensões sem precedentes. Do ponto de vista da Vigilância Sanitária, trata-se de uma iniciativa inédita no Brasil, resultado de um trabalho permanente de fiscalização e proteção da saúde pública”.

Mercado clandestino

De acordo com a CVISA, os produtos apreendidos não possuiam garantia de procedência, nem transporte adequado, armazenamento correto, controle sanitário e eram comercializados nos canais ilegítimos e não autorizados, como redes sociais, marketplaces e aplicativos de mensagens. 

Com o aumento da apreensão de produtos irregulares vindo pelos Correios, foi implementada a Operação Visa Protege nos centros de distribuição, com inspeções diárias de mercadorias vindos de região de fronteira. 

Para a Vigilância, os centros de distribuição dos Correios são considerados, atualmente, um dos principais desafios para o controle do comércio irregular de produtos. 

Grande parte dos materiais apreendidos são medicamentos para emagrecimento que exigem avaliação médica, prescrição e acompanhamento profissional para serem utilizados, reforçando outro desafio observado pela Vigilância que é a automedicação, sem nenhum controle sobre dosagem ou procedência. 

Para Pirolo, nas apreensões foram encontradas substâncias sem nenhuma autorização de comercialização nos países de origem e produtos com concentração real desconhecida, o que aumenta o risco de superdosagem e danos ao fígado, rins e pâncreas. 

“Muitas pessoas observam apenas o resultado imediato, que geralmente é o emagrecimento. Mas não sabem quais serão os efeitos a médio e longo prazo. Estamos falando de produtos que podem causar alterações importantes no organismo e que, muitas vezes, sequer têm sua composição conhecida”, alerta.

O gerente ainda reforça que s Vigilância Sanitária não é contrária ao uso de medicamentos, desde que sejam utilizados da forma correta. 

“Não somos contra os medicamentos. Essas tecnologias representam avanços importantes da indústria farmacêutica e podem trazer benefícios significativos quando utilizadas de forma adequada. O que combatemos é o uso irracional, sem prescrição, sem acompanhamento médico e sem dispensação em estabelecimentos regularizados”.


 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).