DELAÇÃO

BNDES pede assembleia para discutir comando da JBS

Perda de R$ 3,5 bilhões em valor de mercado causou prejuízo ao banco
15/07/2017 09:36 - AGÊNCIA BRASIL


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pediu a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) do grupo JBS, com objetivo de discutir o comando da empresa. O banco é sócio minoritário da companhia comandada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, com 21,3% das ações. Segundo o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, a AGE deverá acontecer em breve.

Por conta da delação premiada de Joesley, em 17 de maio, o grupo JBS chegou a perder R$ 3,5 bilhões em valor de mercado, causando prejuízo ao BNDES e a outros acionistas minoritários, incluindo a Caixa Econômica Federal, que detém 4,9% das ações. Questionado se o banco iria pedir o afastamento dos irmãos Batista da JBS, o presidente confirmou que o assunto será colocado em pauta na AGE.

“Isso é um assunto que é interna corporis [resolvido internamente] dos sócios, nem eu posso responder. Porque nós estamos agindo em bloco [com outros minoritários]. A AGE foi solicitada e ela deve ser marcada nos próximos dias. Eu defendo o melhor para a companhia. Será jogado em pauta [na AGE], mas não com o termo que foi utilizado [destituição], porque destituir a gente destitui é rei”, afirmou Paulo Rabello.

Ele explicou que o motivo da convocação da AGE é realizar uma apuração sobre o que ocorreu na JBS após a delação de Joesley, que impactou negativamente nas ações empresas na bolsa de valores.

“Não significa dizer que a gente tem qualquer parti pris [do francês, opinião preconcebida] de que o administrador causou qualquer dano. Mas o que é fundamental é que se haja uma apuração. Isso é o que o Brasil quer que seja feito, por que ele [o país] é investidor na companhia. Queda de preço [de ações] momentâneo não é prejuízo, quando a ação sobe também não é lucro. Governança profissionalizada é um objetivo do banco”, disse Paulo Rabello.

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".