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Campo Grande - MS, segunda, 21 de janeiro de 2019

MUDANÇA DE PLANOS

Battisti deve ir direto para a Itália, sem escala em Corumbá

Avião da PF chegou a pousar no país, mas voltará sem o italiano

13 JAN 2019Por G116h:57

O italiano Cesare Battisti deve ser levado da Bolívia diretamente para a Itália. Ele deverá ser entregue às autoridades italianas no aeroporto internacional Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra, onde Battisti foi preso pela polícia boliviana neste sábado (12).

A TV Globo apurou junto a autoridades brasileiras que Battisti não deve ser trazido ao Brasil, como antes havia sido anunciado pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno.

Um avião da Polícia Federal chegou a se deslocar para a Bolívia para trazer o italiano de volta ao Brasil. Pouco depois da declaração de Augusto Heleno, o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, publicou em uma rede social que Battisti seria levado diretamente para o país europeu.

Segundo a imprensa italiana, um voo da Itália chega à Bolívia às 21h (horário local boliviano), sai de lá às 22h (horário local) direto para o aeroporto de Ciampino, em Roma, com chegada prevista pras 14h desta segunda-feira (horário local).

A TV Globo apurou que Battisti será entregue às autoridades italianas porque entrou ilegalmente na Bolívia e, por isso, será expulso do país.

ENTENDA O CASO

Battisti foi condenado à prisão perpétua em 1993 sob a acusação de ter cometido quatro assassinatos na Itália nos anos 1970.

Battisti fugiu da Itália, viveu na França e chegou ao Brasil em 2004. Ele foi preso no Rio de Janeiro em março de 2007 e, dois anos depois, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu refúgio.

Em 2007, a Itália pediu a extradição dele e, no fim de 2009, o STF julgou o pedido procedente, mas deixou a palavra final ao presidente da República. Na época, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou a extradição.

Em setembro de 2017, o governo italiano pediu ao presidente Michel Temer que o Brasil revisasse a decisão sobre Battisti.

No fim do ano passado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao STF que desse prioridade ao julgamento que poderia resultar na extradição.

Um mês depois do pedido da PGR, o ministro Luiz Fux, mandou prender o italiano e abriu caminho para a extradição, no início de dezembro.

Na decisão, o ministro autorizou a prisão, mas disse que caberia ao presidente extraditar ou não o italiano porque as decisões políticas não competem ao Judiciário.

No dia seguinte da decisão de Fux, o então presidente Michel Temer autorizou a extradição de Battisti.

Desde então, a PF deflagrou uma série de operações para prender Battisti. No final de dezembro, a PF já tinha feito mais de 30 operações na tentativa de localizar o italiano.

Battisti nega envolvimento com os homicídios e se diz vítima de perseguição política. Em entrevista em 2014 ao programa Diálogos, de Mario Sergio Conti, na GloboNews, ele afirmou que nunca matou ninguém.

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