Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

DEIXOU TAMBÉM FERIDOS

Adolescente suspeito de matar a tiros dois colegas sofria bullying, diz estudante

20 OUT 2017Por G114h:36

O adolescente de 14 anos suspeito de matar dois estudantes sofria bullying, segundo contou ao G1 um colega do Colégio Goyases, escola particular de ensino infantil e fundamental onde o tiroteio aconteceu, em Goiânia. De acordo com o Corpo de Bombeiros, outros quatro alunos ficaram feridos.

Os estudantes relataram que o tiroteio aconteceu durante o intervalo da quinta para a sexta aula do 8º ano, por volta do meio-dia.

"Ele sofria bullying, o pessoal chamava ele de fedorento pois não usa desodorante. No intervalo da aula, ele sacou a arma da mochila e começou a atirar. Ele não escolheu alvo. Aí todo mundo saiu correndo", revelou o aluno.

O coronel da Polícia Militar Anésio Barbosa da Cruz informou que o estudante é filho de militares. Segundo a corporação, o adolescente atirou com uma pistola . 40, usada pela corporação. Será feita uma perícia para saber se a arma pertencia ao pai ou à mãe dele.

Outra estudante disse que ficou em pânico. Ela contou que todos saíram correndo da sala.

“Ele saiu dando tiro em todo mundo da sala. Eu segurei na mão da minha amiga e fui até a polícia. Não sabia o que fazer”, relatou à TV Anhanguera.

De acordo com a PM, assim que o atirador descarregou o cartucho, ele tentou recarregar a arma. Porém, o estudante foi contido por um professor e colegas.

O Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) informou que três adolescentes estão no local, sendo duas meninas e um menino. A unidade disse que eles passam por atendimento e não há detalhes do quadro dos pacientes. O quarto ferido foi levado para o Hospital dos Acidentados.

O Instituto Médico Legal (IML) informou ao G1 que, até as 14h, os corpos dos dois estudantes não tinham sido identificados e seguiam na escola.

O suspeito pelos tiros foi levado à sede da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) e, em seguida, encaminhado para o IML para os exames de corpo de delito. Posteriormente, deve retornar à delegacia.

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