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OPINIÃO

Milton Rui Jaworski: "Salvar vidas ou salvar a economia?"

Administrador e consultor
27/03/2020 01:00 - Da Redação


Segundo números do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), o Brasil registra anualmente em torno de 300 mil feridos graves por acidentes de trânsito. Sem falar dos feridos leves. E nem por isso existe um caos. Mas se esses 300 mil recorressem ao sistema de saúde em 60 dias, certamente teríamos o caos instaurado. Muitos morreriam por falta de atendimento.

Qual seria a solução? Parar a circulação de todos os carros para reduzir o número de acidentes e ir liberando gradativamente até que o sistema, como um todo, se equalizasse. O que ocorre com o coronavírus é a mesma coisa. Como ele tem um poder de contágio muito alto, a circulação de pessoas de forma irrestrita fará com que o índice de pessoas infectadas seja muito elevado. Sabemos que somente cerca de 5% requerem atendimento hospitalar. Mas 5% de uma população é um número absurdamente grande, o que geraria um caos no sistema de atendimento de saúde.

Não existe estrutura hospitalar em lugar nenhum que dê vazão a essa demanda. Então teríamos de escolher quem viveria e quem morreria, como já está acontecendo em alguns países. A decisão sensata é parar a circulação de pessoas para parar a transmissão do vírus. Mas é uma parada momentânea, de duas a seis semanas, tempo suficiente para que o sistema se equilibre. Depois tudo volta ao normal, e a recuperação será muito rápida.

Não se deve pregar o pânico. Precisamos ter racionalidade. O mundo não vai acabar. Nesse momento em que estamos vivendo, aparece todo tipo de experts sobre o assunto falando do que não entendem e gerando pânico na população, como se um fato excepcional fosse a regra, como se um fato episódico fosse permanente.

Haverá uma perda de renda? Sim, haverá. Mas é por tempo curto. E nesse ponto entram os poderes públicos para, de forma sensata, conduzir a situação. A perda de renda, a eventual perda de emprego, a perda de receita das empresas: tudo isso tem fim, e ele está ao alcance dos nossos olhos. Portanto, tenhamos serenidade. Dias melhores virão e sairemos fortalecidos.

Vamos salvar vidas e a economia!

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?