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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Reflexos perversos de uma pandemia"

A proliferação do novo coronavírus pode deixar um rastro não apenas de mortes, mas de caos econômico, com milhares de desempregados
27/03/2020 03:00 - Da Redação


Em tempos de pandemia, há uma grande preocupação, ou mesmo um pânico, a cada pessoa testada positivo para o novo coronavírus, causador da Covid-19. Em meio a esse medo tem surgido um outro, também alarmante: o desemprego. Alguns especialistas mais pessimistas chegam a dizer que, a depender da duração dessa crise na saúde pública mundial pela propagação da doença, o Brasil poderá contabilizar mais 8 milhões de desempregados, elevando o total a 20 milhões e representando um verdadeiro caos para a economia do País.

As projeções nacionais têm levado em consideração estimativas que partem de entidades ligadas principalmente ao comércio (o mesmo ocorre com os setores industrial e de serviços), que preveem um número elevado de demissões em razão do fechamento de bares, restaurantes e hotéis, entre outros tipos de negócios atingidos por isolamentos e toques de recolher de norte a sul do Brasil.

Em Campo Grande, as perspectivas para o durante e pós-pandemia não estão sendo diferentes. No cenário mais otimista possível da crise econômica gerada pelo novo coronavírus, três em cada dez pessoas devem perder seus empregos somente no comércio, sem contar os estabelecimentos que correm o risco de fechar as portas. A partir daí, entende-se como necessárias as medidas sanitárias para restringir o fluxo de pessoas e evitar a transmissão do novo coronavírus, mas, infelizmente, a maioria esmagadora dos estabelecimentos não tem lastro para aguentar os 15 dias de fechamento compulsório do comércio sem ajuda governamental. Ou seja, é preciso proteger a população e a economia ao mesmo tempo.

Tanto quanto se preocupar com a saúde pública, é preciso cuidar da saúde econômica em todos os seus níveis. Ontem, por exemplo, líderes das maiores economias do mundo se reuniram de forma virtual para coordenar respostas ao crescimento das incidências de Covid-19. Segundo eles, haverá uma injeção de US$ 5 trilhões (cerca de R$ 25 trilhões) na economia global. Assim serão adotadas ações imediatas e vigorosas para apoiar as economias, proteger trabalhadores e negócios – especialmente as micro, pequenas e médias empresas – e cuidar dos vulneráveis por meio de proteção social.

Isso é parte de uma política fiscal direcionada, com medidas econômicas e esquemas de garantia para combater impactos sociais, econômicos e financeiros da pandemia. O que não pode é ficar esperando que respostas, tanto para um lado quanto para o outro, simplesmente caiam do céu.

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?