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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Pandemia: chegou a hora de atitudes"

O avanço da Covid-19 está levando gestores públicos a abandonarem discursos políticos e partirem para ações práticas
20/03/2020 03:00 - Da Redação


A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) está aí para mexer com todos, exigindo medidas extremas, tanto de gestores públicos quanto da população em geral. Ontem, a Secretaria Estadual de Saúde informou que mais dois exames deram positivo para a doença em Mato Grosso do Sul, subindo para nove o número de casos confirmados no Estado. A SES monitora outros 39 casos suspeitos.  

A situação cobra atitudes. O governo federal, por exemplo, além das providências urgentes para a área da saúde, anunciou que pretende injetar até R$ 147,3 bilhões na economia nos próximos três meses, para amenizar o impacto do novo coronavírus sobre a economia e até mesmo sobre o sistema de saúde, com um cuidado especial à parcela da população mais vulnerável financeiramente. A maior parte dos recursos terá de vir de remanejamentos, de linhas de crédito e de antecipações de gastos.

Em Mato Grosso do Sul, a administração também está lançando mão de ações variadas, como a proposta de decretação de estado de calamidade pública, a exemplo do governo federal, reforço na estrutura de atendimento à saúde, reforço de pessoal médico e de enfermagem, compra de equipamentos, leitos e outras providências. O governador Reinaldo Azambuja destacou a necessidade de flexibilizar alguns gastos e facilitar a aquisição de utensílios, medicamentos, contratação de mais profissionais. Metas fiscais poderão ser descumpridas neste momento, mas se atitudes não forem tomadas a gestão terá enormes responsabilidades no agravamento do problema.

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, está impondo medidas restritivas ao agrupamento de pessoas, potencializando o serviço de saúde e até proibindo o corte de fornecimento de água. Falta, ainda, a conscientização – e punição – de comerciantes oportunistas, que se aproveitam da situação de calamidade vivida pela população para obter lucros ilícitos por meio de aumentos indevidos de preços de seus produtos.

A compreensão precisa ser uma só: todos devem ter uma cota de sacrifício. Como bem afirmou o prefeito, todos devem estar juntos para superar o momento difícil pelo qual o mundo todo está passando, nem que para isso sejam necessárias atitudes radicais. Não é o momento de olhar para os cofres públicos vazios ou cheios, muito menos o quanto as medidas vão impactar as finanças, seja do País, seja do Estado ou do município. O discurso político ou economicista não tem espaço em horas tais. A situação exige medidas práticas e urgentes.

 

Felpuda


As conversas vêm acontecendo muito, mas muito reservadamente mesmo, e dão conta de que suplente poderá receber convocação, assumir a titularidade do cargo e por lá ficar por tempo indeterminado. Como é óbvio, tem gente jurando que nunca ouviu nem sequer falar sobre o assunto. O motivo não seria nada ligado a possíveis atos de irregularidades, mas sim por problemas de ordem pessoal.