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CORREIO DO ESTADO

Confira o editorial desta sexta-feira: "Lei contra os donos de postos"

Como dito aqui, os aumentos injustificados e ilegais nos preços dos combustíveis viraram, literalmente, caso de polícia, com a abertura de inquéritos contra donos de postos
14/02/2020 03:00 - Da Redação


Depois de muitas reclamações vindo das ruas, ou melhor, dos postos, a Polícia Civil e o Procon decidiram tirar a Lei de Crimes contra Economia Popular (Lei 1.521/51) da gaveta e ir para cima dos proprietários de postos de combustíveis que estariam aproveitando a transição de novas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) para aumentar, injustificada e abusivamente, os preços, especialmente do etanol.  

O governo do Mato Grosso do Sul decidiu aumentar a alíquota de imposto da gasolina e reduzir a do etanol para que este produto pudesse ganhar mais competitividade e consumo. Contudo, muitos estabelecimentos de Campo Grande e do interior do Estado aumentaram os preços do etanol para que a margem de vantagem não existisse, o que gerou uma chuva de reclamações.  

Nesta quinta-feira, a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) abriu inquérito contra o primeiro dono de posto, com base na Lei de Crimes contra Economia Popular, pelo aumento abusivo. Outros estabelecimentos deverão ter o mesmo destino.  

Junto a isso, a Polícia Civil investiga uma possível formação de cartel, onde os empresários teriam combinado a manobra, mas diferenciando os valores para tentar escapar da alegação de cartelização. Além da Lei de 1951, o Procon anunciou estar realizando averiguações e ao lado da polícia aplicará o Código de Defesa do Consumidor, uma vez que a majoração de preços sem motivo justificado é um crime nas relações de consumo.

Toda essa confusão trouxe à tona, mais uma vez, a discussão sobre a possibilidade de liberação da venda direta de etanol, dos produtores aos postos de combustíveis. Para os defensores da proposta, a medida pode diminuir preço para o consumidor. O governo estuda uma mudança tributária capaz de abrir caminho para essa alternativa. Um coisa é certa: se for para acabar com os ganhos altos da intermediação e melhorar a concorrência e os valores cobrados na bomba, é bem-vinda.  

Felpuda


Pré-candidato pode estar sendo “fritado” sem ao menos perceber. Redes sociais que têm estreitas ligações com ex-cabecinhas coroadas e que prometeram apoio estão enaltecendo que só certo pré-candidato de outro partido. Quem conhece as ditas figurinhas de, digamos, outros carnavais, acredita que está em curso operação sorrateira para mudar internamente os rumos da futura campanha. Trocando em miúdo: ceder a cabeça de chapa.