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EDITORIAL

Confira o editorial desta segunda-feira: "Militares na guerra contra a pandemia"

Depois de muito tempo em silêncio, as Forças Armadas receberam ordens para ajudar no enfrentamento do novo coronavírus
23/03/2020 03:00 - Da Redação


As Forças Armadas, finalmente, vão para o campo de batalha ajudar na guerra contra o novo coronavírus. Há dias, esperava-se uma participação mais ativa e efetiva dos militares nos esforços para conter o avanço da pandemia no Brasil. Neste domingo, o Comando Militar do Oeste (CMO) informou que, após autorização do Ministério da Defesa, concedida na sexta-feira, as Forças Armadas, em cooperação com diversos órgãos e agências governamentais nas áreas de saúde e da segurança pública, passarão a trabalhar na prevenção e no controle da Covid-19 no País.

Apesar de não especificar quais serão efetivamente as ações militares, o CMO anunciou que foi ativado em Campo Grande o Comando Conjunto Oeste, integrado por militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea, e que coordenará as ações das Forças Armadas no apoio aos órgãos públicos, visando reduzir os impactos causados pelo novo coronavírus à população brasileira. 

Pelas orientações, as Forças Armadas permanecerão em condições de disponibilizar recursos operacionais e logísticos quando se fizerem necessários para apoiar as ofensivas. Os militares poderão ser empregados no apoio às ações federais, no controle de passageiros e tripulantes nos aeroportos, portos e terminais marítimos e no controle de acesso às fronteiras. Também poderão instalar hospitais de campanha para leitos emergenciais. Unidades militares especializadas em defesa biológica, nuclear, química e radiológica poderão ser utilizadas na descontaminação de pessoal, ambientes e materiais.

Nos últimos dias, governadores dos estados vinham cobrando uma atuação mais prática, principalmente do Exército. No sábado, o presidente Jair Bolsonaro já havia sinalizado uma participação militar mais ativa na resposta ao problema, ao afirmar, por meio das redes sociais, que os laboratórios do Exército vão ampliar a produção de cloroquina, um dos medicamentos que estão sendo testados para combater a Covid-19. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia decidido que a cloroquina não poderá ser vendida para outros países, já que a medicação também é utilizada para combater malária, lúpus, inflamações nas articulações, entre outros. 

Como diz aquele filme policial brasileiro, “o inimigo agora é outro”, mas a guerra é de todos, sejam militares, sejam civis, até porque somente um lado precisa e vai vencer: a humanidade.

Felpuda


As conversas vêm acontecendo muito, mas muito reservadamente mesmo, e dão conta de que suplente poderá receber convocação, assumir a titularidade do cargo e por lá ficar por tempo indeterminado. Como é óbvio, tem gente jurando que nunca ouviu nem sequer falar sobre o assunto. O motivo não seria nada ligado a possíveis atos de irregularidades, mas sim por problemas de ordem pessoal.